terça-feira, 11 de junho de 2019

Você ensina o seu filho a ser alegre ou a ser triste?


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Você ensina o seu filho a ser alegre ou a ser triste?


Fabíola Sperandio Teixeira
Pedagoga – Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Especialista em Gestão e Organização em Centros Educacionais
Mestre em Educação


                Parece estranho esse título? Acredita que isso não se ensina? Ensinamos sim padrões de comportamentos que podem influenciar sim na forma como o filho lida com a vida e, consequentemente, pode-se gerar mais ou menos momentos felizes.
         Filhos de pais gratos, geram crianças gratas. Gratidão gera um estado de harmonia e alegria. É o reconhecimento de algo bom que aconteceu ou está acontecendo.
         Filhos de pais reclamões, geram crianças queixosas, insatisfeitas e até mais choronas. A reclamação proporciona um estado de insatisfação duradouro.
         Filhos de pais religiosos (independente da religião) , demonstram mais perspectivas de assertividade porque, munidos pela Fé, sentem-se fortalecidos e confiantes.
         Filhos de pais determinados, geram crianças mais decididas. Eles se espelham na garra.
         Filhos de pais inseguros, repetem a insegurança em tudo o que tentam fazer. Pouco ousam. Pouco realizam.
         E assim vai. Como você se percebe? Como você percebe o seu filho?
         Estamos vivendo um momento em que o olhar tem sido mais para as coisas negativas que positivas. Vamos nos alertar e sair deste círculo vicioso. Dê uma chance para o seu filho ser mais otimista, mais proativo, com muito mais momentos felizes que tristes.
         Queixume paralisa. Se você deseja um filho preparado para o mundo, com diferencial e alcançando o que, para ele, é sucesso, mude o padrão de relação com tudo e com todos agora.
         Por muitas vezes, encontro crianças sem perseverança, sem credibilidade no futuro. Isso é assustador. E ao deparar com a família, vejo esse padrão de pensamentos.
         Artur, uma criança de 7 anos, uma vez perguntou ao seu pai por que estava com a testa enrugada, aquela ruga de preocupação. O pai deu um sorriso sem graça, apenas. Artur, não satisfeito, aconselhou o seu pai a ser como ele. Disse rapidamente: “Pai, seja como eu. Eu nasci para ser feliz”.
         Ali, teríamos duas possibilidades. O pai tirar as perspectivas do filho com um discurso carregado de negatividade (a realidade dele como pai), ou mostrar ao filho que é possível aprender com ele e mudar o padrão de pensamento e atitudes.
         Ao longo dos anos, foi perceptível que a fala do filho proporcionou reflexões. Hoje Artur tem 24 anos e continua com a mesma alegria. Não que ele não enfrente problemas, mas a forma de ver a vida proporcionou o sucesso pessoal e profissional. O pai, com seus 53 anos, enfrentou vários momentos em que não conseguiu aplicar a “técnica” do filho, no entanto, sabiamente lutou para não o contaminar, com a sua forma de não ser tão alegre na maioria dos momentos.
         O mundo está cheio de coisas que nos contrariam. O livre arbítrio nos permite lidar com as situações sem que elas nos influenciem negativamente. Felicidade são momentos. Conjunto de momentos ao longo da jornada. Como você tem ensinado isso ao seu filho? Querer que ele seja feliz, como tanto escuto diariamente dos pais, passa por um esforço da família em ensiná-lo a ser.
         Gostaria muito que as famílias pensassem nisso. O que você tem feito pela saúde emocional do seu filho? Tem o envolvido nas demandas adultas e queixosas, até proporcionando que ele assista as cenas de muita reclamação e agressão quando não está satisfeito com algo ou trabalhado, respeitando a faixa etária, dentro de uma perspectiva de enfrentamento da realidade com altivez e confiança?
         Gerar segurança aos filhos proporciona alegria. 
        

          

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