segunda-feira, 30 de maio de 2016

Entrevista Rádio Brasil Central - Bloco II Compensando a ausência com o brinquedo. Funciona?


ENTREVISTA Rádio Brasil Central - I Bloco - Brincar é um momento de aprender.






TAREFA DE CASA: QUAL O SEU VERDADEIRO OBJETIVO?




TAREFA DE CASA: QUAL O SEU VERDADEIRO OBJETIVO?

Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

Escolhi este tema porque percebo pais muito preocupados em como lidar com a tarefa de casa.  Afinal, para que servem as tarefas de casa? Primeiramente, ela é uma oportunidade de permitir o elo entre a família e a escola. A tarefa de casa apenas ilustra o conteúdo que está sendo trabalhado. Digo ilustra porque a tarefa não consegue mostrar toda a riqueza do desenvolvimento do conteúdo realizado pelo professor, mas permite uma avaliação e a acomodação do aprendizado. Através dela, o aluno perceberá se conseguiu apreender e poderá suscitar as dúvidas para a próxima aula.
O papel da escola é enviar tarefas que permitam a continuidade do ensino e o papel da família é oferecer condições apropriadas para as crianças desenvolverem-nas (local adequado, tempo suficiente, organização dos objetos necessários e verificação se foi realizada). O lema para escola tem que ser “tarefa dada, tarefa corrigida”, porque a tarefa dá a oportunidade de um segundo momento de aprendizagem. Dessa forma, a quantidade de tarefas tem que ser suficiente para o reforço do conteúdo e para o tempo destinado em sala para correção. Qual o sentido de longas tarefas que serão apenas vistadas e nunca corrigidas? 
Acontece que a mesma tarefa que permite ampliação de conteúdo também pode gerar um desgaste familiar. Algumas famílias se estressam tanto com o dever de casa que acabam por afastar os seus filhos do verdadeiro sentido da atividade. Fica tão desgastante que a criança começa a sofrer com esse momento mesmo antes de ele acontecer. Outro aspecto que acaba por gerar conflito entre os responsáveis por esse momento da tarefa e a criança é a dificuldade por parte de alguns pais no domínio do conteúdo explorado. Diante desse quadro polêmico sobre as tarefas de casa, destaco as seguintes dicas:
• Encare a tarefa de casa como uma obrigação do seu filho e não sua. Você, pai, deverá agir apenas como um tutor e não como um professor. Apenas verifique se foi realizada, se houve dedicação, capricho e envolvimento de seu filho com o conteúdo.
• Verifique se a escola está enviando a tarefa de acordo com o planejamento da aula. A tarefa precisa chegar a sua casa com o conteúdo previamente explorado em sala de aula. Explorado o conteúdo significa matéria dada. Jamais tarefa explicada ou feita verbalmente. Percebo profissionais que “mastigam” a tarefa antes de enviá-la para casa, camuflando a verdadeira possibilidade de avaliação da qualidade do entendimento individual do aluno.
• Se seu filho possui dúvida no conteúdo, reenvie a tarefa para escola. O papel de ensinar é da escola. O seu papel de pai é dar suporte à escola: oferecer recursos de pesquisa, ensinar a retomar o conteúdo no livro ou caderno, mas jamais dar uma miniaula ou responder pela criança. Pais que assumem o papel de “ensinante” em casa estão tirando a oportunidade da atenção em sala de aula. Explico! Já ouvi inúmeras crianças que contam que não precisam prestar atenção em sala porque a mamãe e/ou o papai depois ensinarão o conteúdo dado. Ou seja, posso conversar e brincar à vontade que depois tenho “aula” particular com meus genitores.
• Existem tarefas de casa que são elaboradas para iniciação do próximo conteúdo. Essas tarefas geralmente envolverão leitura de um capítulo, pesquisa sobre determinado tema ou entrevista. Elas são motivadoras para a aula. Nesse caso, os pais deverão apenas favorecer o acesso ao tema.
 
A tarefa de casa é um recurso essencial para promover autonomia, desenvolvimento do pensamento crítico, reforço da importância da responsabilidade, ampliação de vocabulário e entendimento dos conteúdos propostos, criação do hábito de estudo e provoca independência e participação cooperativa em sala de aula.

Uma dica muito importante: toda discordância ou insatisfação com a tarefa enviada pela escola de seu filho deverá ser resolvida na escola. Jamais faça críticas à tarefa ou aos profissionais na frente ou para seu filho. A criança precisa confiar na instituição. Autorizar a professora a ensiná-lo é essencial para o seu desenvolvimento acadêmico. Todas as vezes que os pais criticam a instituição ou fazem pontuações negativas à professora, acabam minando essa relação. Famílias maduras poupam seus filhos dos desagrados com a escola e buscam a instituição para esclarecimentos, críticas e sugestões. Lembre-se de que a escola é parceira da família. Juntos irão construir a formação acadêmica e humana da pessoa mais importante de sua vida: seu filho!
Fique atento aos professores que fazem exercícios de fixação antes da prova. Esses exercícios fogem do objetivo da tarefa de casa. Tarefa de casa é de todo dia e promoverá a compreensão do conteúdo. Exercícios de fixação soam como prova antecipada, preparando o aluno para uma fixação do conteúdo e não compreensão/aprendizado. Exercícios de fixação em semana de prova provocam pensar em promover nota, como se a nota fosse o principal em uma avaliação. Um educador consciente sabe que nota é consequência de um aprendizado efetivo. Avaliação é uma possibilidade de avaliar o aluno e se autoavaliar. Afinal, o resultado da turma dará indícios de como foi o alcance daquilo que foi ensinado. Professores que fazem a tão chamada revisão, acabam promovendo acomodação no educando: "Para quê estudar? Depois, presto atenção na revisão ou faço o exercício de fixação, que a prova estará lá." Triste, não?

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Momento Ludovica - Bate papo sobre educação.

















FURTOS E MENTIRAS: COMO PERCEBER QUE MEU FILHO TEM TRANSTORNO DE CONDUTA?




FURTOS E MENTIRAS: COMO PERCEBER QUE MEU FILHO TEM TRANSTORNO DE CONDUTA?


Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

Durante a infância e a adolescência, nossos filhos experimentam uma série de comportamentos e cabe à família ir pontuando o que é certo e errado. São exatamente essas situações que permitem o educar. 
Acontece que, por mais que estejamos atentos e oferecemos bons exemplos, algumas crianças e adolescentes apresentam um transtorno comportamental que assustam alguns pais. Já recebi muitas famílias indignadas e até incrédulas por enfrentar tais problemas. Encarar a situação é sim a melhor forma para orientar Encarar a situação é sim a melhor forma para orientar, trabalhar e proporcionar a retomada da “rota”. Algumas famílias se assustam tanto com isso que, muitas vezes, demoram a encarar a situação. Elas acabam arrumando uma série de desculpas para explicar a conduta errônea de sua cria, intensificando a situação. Pais que não querem enxergar que o filho está agindo contrariamente a suas orientações impedem a parceria com os profissionais que querem ajudar a família.
E como identificar se meu filho tem tido um comportamento diferente dos princípios familiares? Primeiramente, observando o que ele traz de informações dos ambientes que frequenta e o que ele carrega consigo de materiais/objetos. Exemplo: seu filho tem aparecido com objetos que não pertencem à família? Constantemente ele “acha”, “ganha” ou “troca” objetos? Nesse caso, cheque as informações. Indague sobre a origem e vá atrás da informação. Procure saber também o porquê da necessidade de fazer trocas. Excesso de coisas materiais também deve ser investigado. O que leva o seu filho a querer acumular coisas: apontadores, lápis etc.? Toda situação de acúmulo pode estar escondendo algum vazio interno. De que ajuda ele está precisando? 
Outra situação comum de uma conduta preocupante é o envolvimento constante em pequenas confusões, principalmente se ele sempre se vitimizar: “O outro me provocou”; “Ninguém gosta de mim”; “Juntaram para me bater”. Vá até o ambiente das ocorrências (escola, família, clube, condomínio, igreja) e procure entender o que está acontecendo. Ninguém briga sozinho. Qual a coparticipação do seu filho? Existe mesmo uma injustiça? Como pode orientá-lo para não se envolver ou se defender? 
Observe bem de perto também quando seu filho chega com histórias nas quais acha engraçado algo que não deveria ocorrer: insultos entre colegas; machucados em um esporte; situações que deveriam gerar solidariedade e sentimentos de ajuda alheia. Hoje presenciamos crianças e adolescentes com sentimentos cruéis diante de fatos que poderiam ser mediados para o entendimento ou acolhida.
Reivindicação de direitos sem querer cumprir deveres é outro fator de alerta. Uma criança desde pequena precisa compreender que precisa dar e receber Uma criança desde pequena precisa compreender que precisa dar e receber. Hoje, eles só desejam ser satisfeitos: “Não vou fazer a tarefa, mas quero jogar vídeo game”. Estar atentos às regras e fieis às mesmas é essencial para ir alertando aos nossos pequenos que a vida é feita de uma via de mão dupla.
Baixa tolerância a frustração e incapacidade de enfrentar a realidade diária são uma SIRENE que deve soar alto em nossos ouvidos. A vida não é só doces e brincadeiras. Precisam entender que são crianças, precisam brincar e divertir-se, mas também estudar e colaborar com a família em tudo. Irritabilidade, explosões, birras, gritos, desaforos e até pequenas vinganças não podem ser tolerados. Nesse momento, abaixe até a altura da criança e deixe claro que isso não os convence e não lhes fará mudar de ideia (regras). 
Um comportamento conturbado gera sérios problemas familiares, sociais e acadêmicos, além de favorecer um círculo vicioso e difícil de a criança ou o adolescente combater. Uma criança que percebe que as pequenas mentiras estão funcionando, obtém ganhos e não deseja abandonar tal aprendizado até que enfrentará algo muito grave e ficará perdida na forma de lidar com isso, afinal, sempre funcionou. Uma criança que mexe nos objetos dos colegas e subtrai pequenas coisas vai tomando gosto pela fácil aquisição e depois tem dificuldade de deixar esse hábito. Esse crescente no comportamento pode gerar, mais tarde, algo que deverá sair do campo comportamental e passar para o tratamento patológico. Deparamos com casos terríveis de adultos com transtorno antissocial da personalidade exatamente porque foram desconsiderados os sinais na infância e juventude. 
Se nos colocarmos como educadores dos nossos filhos em vez de advogados e defensores em qualquer situação, poderemos ajudá-los a crescer aprendendo a conviver com tudo o que aparece, incluindo as pequenas tentações de aquisições indevidas, relações conflituosas e vontades impostas.
Crescer não é só físico. Crescer academicamente é fácil: basta colocá-los para estudar e investir em uma boa instituição.Precisamos ajudar nossos filhos a crescer como pessoas íntegras e aptas ao convívio social Precisamos ajudar nossos filhos a crescer como pessoas íntegras e aptas ao convívio social. E somente estando próximos, orientando, cobrando e acreditando que é possível corrigi-los que chegaremos ao sucesso como pais. 
Reforçando: crianças testam seus limites. Se ela percebe que pode levar objetos estranhos para casa que não será checado, que pode mentir que será revalidada, não deixará esse hábito e crescerá carregando esse aprendizado por toda sua vida. Faça-a enfrentar as consequências de seus atos. Levou algo estranho? Faça-a devolver. Trocou um objeto? Converse sobre a troca junto com a outra criança que participou dela. Chegou queixoso sobre algum relacionamento conturbado? Volte com ela até o local e juntos procurem entender o que aconteceu. “Juntos” significa diálogo esclarecedor, reconciliador e educativo. Mostrem-se ao lado dela para conhecer e entender. Em seguida, oriente e aplique, se for o caso, a consequência para alertá-la do que não é aprovado pela família. Esse movimento será muito rico para formação humana dela. Invista! Os frutos virão tão fortes que alimentarão toda a família. 

FURTOS E MENTIRAS: COMO PERCEBER QUE MEU FILHO TEM TRANSTORNO DE CONDUTA?



FURTOS E MENTIRAS: COMO PERCEBER QUE MEU FILHO TEM TRANSTORNO DE CONDUTA?








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quarta-feira, 4 de maio de 2016

NÃO É NÃO. SEU FILHO SABE OUVIR NÃO?

NÃO É NÃO. SEU FILHO SABE OUVIR NÃO?


   É muito comum encontrar famílias com relatos de dificuldades de falar não para os filhos. Os filhos, percebendo a insegurança dos pais ao pronunciarem o não, encontram a brecha necessária para dificultar a negativa dos seus desejos e caprichos. Um não precisa ser mantido. Um não que se transforma em talvez e depois um sim, gera uma sensação de sempre poder dar um jeitinho e conseguir o que quer. Pensar antes de dizer um não é essencial. A criança precisa perceber que os pais são coerentes. Regras claras são essenciais para que seu filho vá aprendendo o que pode e o que não pode. Os filhos aprenderão quais são os valores e as normas da família, por exemplo: “Nem vou pedir para dormir na sua casa, amiga, porque meus pais não permitem que eu durma fora”.
    As decisões precisam ser estabelecidas pelos pais das crianças. Independentemente se os pais estão juntos ou não, estabelecer combinados sobre o que acreditam ser o melhor para criação dos filhos é muito importante. A criança precisa saber que não adiantará recorrer a um dos responsáveis. Isso evitará joguinhos e desentendimentos entre a família.
      O não é educativo e sinal de amor. Dizer não é muito difícil, mas é necessário para a formação dos nossos filhos. Uma criança que escuta não irá aprender o que é certo e errado; saberá lidar com frustrações; entenderá a hierarquia através da obediência e o principal, saberá aplicar o não na hora certa. Esse aprendizado tem que ocorrer no seio familiar.
   
     Criança que não escuta não, não saberá dizer não. Já pensou nisso?

    E qual a hora certa de uma criança aplicar o não aprendido? Quando um amigo a convidar para uma aventura perigosa; ao perceber que está havendo uma injustiça; dirá não ao preconceito e à injustiça; conseguirá frear seus impulsos pelo desconhecido; se defenderá de pessoas mal intencionadas.
      Por outro lado, às vezes geramos uma errônea enxurrada de nãos. Tenho visto algumas famílias oferecerem tantas opções aos filhos como se eles tivessem maturidade para escolher. As crianças ficam muito indecisas. Um dia assisti a uma cena muito interessante. Uma mãe de um menino de 3 anos entrou em uma loja de roupas infantis e disse: “Filho, pode escolher a roupa que você quiser”. A loja tinha muitas araras de roupas expostas. A criança, sentindo-se poderosa, saiu olhando a loja toda. De repente voltou com uma bermuda roxa e uma camiseta azul. A mãe olhou e disse: “Não, filho! Muito feia essa combinação”. A criança largou as peças e saiu pela loja. Voltou com uma bermuda listrada e uma blusa estampada. A mãe fechou o semblante e disse: ”Filho! Não combina isso! ” A criança jogou no chão e saiu em busca de nova roupa. Voltou com outro conjunto e a mãe o reprovou. A criança então ficou muito irritada e mal-humorada. A mãe perdeu a paciência, escolheu algo e saiu arrastando a criança. O que esta cena nos mostra? O comando não foi escolher o que quiser? Foi dada uma falsa liberdade, concorda? Por que a criança não soube escolher? Exatamente porque ela não tem maturidade para fazer escolhas “combinativas” de roupa. Ela escolhe pela cor, pela atração, pela brincadeira do tecido. E nesta hora, o não foi aplicado desnecessariamente, uma vez que a tomada de decisão oferecida deveria ensinar autonomia e gerar maturidade.
     Cada fase tem um tipo de não. Uma criança de até 5 anos precisa receber “nãos” com atitudes perceptíveis imediatamente, consequências. Uma criança de 6 a 9 anos já procura negociar o não e muitas vezes emburra e chantageia se não é atendido. Um adolescente, a partir dos 10
anos, precisa ter o não de uma maneira muito transparente, orientada e justa. Agora, pais, por mais que seus filhos tenham habilidade e competência ao argumentar, o argumento valioso e determinante é dos genitores ou responsáveis por eles. Vocês, que já ouviram ou ouvirão que o pai de todo mundo deixou, lembrem-se: vocês não são pais de todos, porém não se influenciem por esta frase “mágica”. Outra frase que fragiliza muitos pais: “Só vocês são chatos assim!” Recebam como elogio. Pais chatos conseguem mais êxito na vida dos filhos.
     Culpa? Eita palavrinha danada para nos tirar o bom senso e a razão. Não sintam culpa por educar seus filhos. Eduque-os hoje para que não sofram amanhã.
      Algumas dicas importantes para reforçar:
* Ao dizer não, diga pela boca e pelos olhos. Eles farão a leitura corporal e se perceberem que vocês estão inseguros ou com dó, se aproveitarão disso.
* Não é dito através da palavra e do comportamento. Nada de dizer não e depois “disfarçar” este não, fazendo o que eles querem de outra forma. Eles captam, viu?
* Existirão momentos que você explicará o motivo do não e haverá momentos que o não poderá ser seco, sem explicação. Os pais são vocês!
* Precisará existir consequência para os filhos caso não obedeçam a seu não. Deixe claro isso e aplique o que prometeu.
* Por último, reforçando, um não nunca é talvez e nem um sim. Por isso, pense antes determinar o não, ok?
Que possamos entender que, por mais que seja difícil dizer um não para quem amamos, é necessário. E, amando-os, precisamos ajudá-los a lidar com os sentimentos que o não oferece para que cresçam saudáveis e maduros.
      Seja forte! Diga não quando necessário.



quarta-feira, 27 de abril de 2016

O WHATSAPP INVADIU O AMBIENTE ESCOLAR





O WHATSAPP INVADIU O AMBIENTE ESCOLAR



Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais


   Desde que surgiu mais este recurso digital, as escolas precisaram aprender a lidar com os benefícios e malefícios gerados por ele. Uma rede que proporciona contatos e trocas de ideias e informações. Surgiram grupos de família, trabalho, colegas das antigas, vizinhos e até mães e pais da escola dos filhos. Inicialmente com a alegria de reviver velhas histórias, aproximar parentes e criar vínculos com as mães dos amigos dos filhos. Até aí parece tudo natural e normal.
   
    Na mesma rapidez que chegou, trouxe a dependência de muitos. E como tudo que é novo em nossas vidas, percebemos o desequilíbrio de várias pessoas em utilizar esta ferramenta de forma saudável.  A ausência de regras e muitas vezes a falta de bom senso começou a gerar um certo desconforto nos membros que participam dos grupos diversos. Relatos de desavenças familiares e afastamentos de amigos são bem comuns após esta novidade de aproximação.

   
   E como isso afetou a instituição escolar?

   As famílias ao iniciar o ano letivo já criam o grupo da turma do filho e começam a troca de informações. Muito legal se os compartilhamentos das situações fossem responsáveis e justos. Explico. Partilhar nos grupos eventos, convites para festividades, divulgações culturais, complementos de conteúdos pedagógicos, sugestões literárias, possíveis caronas e ajuda entre famílias, ações esportivas e comunitárias, entre outros, é ágil e facilitador. Entendemos, também, que o WhatsApp promove a facilidade de estreitar a comunicação sobre combinados e rotinas escolares. 

  Entretanto, estamos assistindo a outro lado desta beleza tecnológica. Estamos acompanhando uma série de desconforto por parte de algumas famílias que estão sendo expostas, julgadas e até promovendo desavenças entre uma família e outra.  E isso tem ocorrido porque algumas pessoas se comportam de forma deselegante e até ofensivas quando tratam de algum tema que faz parte do universo infantil e escolar.

   O universo estudantil é recheado de acontecimentos que promovem o crescimento educacional e social. Dentro desta convivência é natural que os alunos tenham empatia por uns e dificuldade com outros colegas. É também esperado que cada um possua um ritmo de aprendizagem. Sabemos e devemos respeitar as diferenças religiosas, políticas e as regras escolhidas por cada família (seus valores e princípios). Porém, não é o que temos percebido pelas conversas em grupos criados no aplicativo: episódios corriqueiros têm sido completamente distorcidos, sem nenhuma análise, cheios de julgamentos e apontamentos aos educandos e educadores de forma superficial, irresponsável e sem nenhuma busca pela verdade do que foi divulgado. Consequentemente, por vezes a escola é levada a se desviar do seu maior foco, que é o PEDAGÓGICO, para cuidar dos comentários que tanto geraram desconforto e prejuízos aos envolvidos.

   Saudades dos velhos tempos onde a escola era respeitada pela sua história e competência e estava sempre acima de qualquer disputa com o que não fosse construtivo. O desrespeito e a desconfiança em relação à instituição escolar escolhida pela família só emperram o processo e prejudicam os alunos, os filhos.

   Comentários surgem a cada dia com tamanha indiscrição e crueldade que chegam a nos assustar: “Vocês viram o novato? Parece que não toma banho.”; “Vocês ficaram sabendo do ‘fulano’ que bateu no ‘beltrano’?”; “Aquela peste não tem educação.”; “Fui até a escola hoje e acabei com a coordenadora por causa daquela tarefa que não concordamos kkk”. Por que ações assim? Escola e família não jogam no mesmo time? Não deveriam estar juntas na educação da criança? E como ficam as mães das crianças julgadas no grupo? E quando o seu filho ou você for o alvo? 

   Uma criança que apresenta um dia mais nervoso não significa que surtou na escola; uma criança que perdeu a paciência com o colega e a empurrou não é um marginal; um objeto que se perdeu não significa que foi furtado por alguém menos querido da sala ou por um funcionário de um cargo mais simples; uma professora que foi enérgica não significa que perdeu o controle ou foi grosseira; uma atitude isolada não se caracteriza bullying. Por que valorizamos situações fragmentadas e já as espalhamos sem ir à fonte e averiguar o todo?

   Sabemos que as crianças levam situações ocorridas pelo angulo de sua visão e de seu entendimento, mas uma atitude madura dos adultos é buscar esclarecimento. Dar a chance de a instituição investigar e trabalhar o ocorrido. Nem tudo que é dito pela criança é exatamente como aconteceu. Não significa que ela esteja mentindo, mas ela pode ter percebido apenas parte do acontecimento. Bom senso e ponderação são palavras chaves para parceria família e escola. Volto a reforçar: a escola tem profissionais preparados para dar o suporte necessário a cada situação que acontece. As crianças precisam vivenciar todos estes conflitos para amadurecerem e serem adultos saudáveis e autônomos.

   Em nossas reuniões de planejamento curricular, tivemos que incluir um momento para trabalharmos as situações que as famílias apresentam nesta rede social. Muitas vezes nos admiramos diante de manifestações preconceituosas, intolerantes e de pouquíssima disposição para a troca de experiências em família valorizando as diferenças. Trabalhamos projetos nas escolas para amadurecer os nossos educandos, explorando valores e princípios, e nos deparamos com uma correnteza contrária aos ensinamentos de formação humana nos exemplos ocorridos nos grupos de WhatsApp. Acreditamos em uma educação em sua totalidade. Embora escolarizar seja o nosso papel, não deixamos de assumir o papel de formação humana que deveria ser da família. Estendemos a mão às famílias também neste processo.  Não fragmentar o nosso aluno tem sido o nosso maior desafio.

   Outro ponto que questionamos é o movimento dos pais em buscar tarefas e respostas das tarefas nos grupos de pais. Uma atitude que tem gerado o descompromisso do educando em sala de aula: “Ah para que anotar? Depois a minha mãe pega tudo no zap zap”. Antes encontrávamos famílias que faziam cópias pelos filhos (letra diferente, indício de ajuda), hoje a modernidade passou a cópia para o aplicativo.  Será que agindo assim não percebem o prejuízo futuro? Como serão esses jovens amanhã? Assumirão as suas responsabilidades ou aguardarão a família resolver tudo por eles? Até resumos e exercícios para prova já encontramos propagados em grupos de WhatsApp. É como se dissessem: “Engole aí meu filho, porque a mamãe já mastigou para você”. E a sala de aula? E o professor? Passam a ser meros coadjuvantes. “Se em casa terei tudo isso, por que prestar atenção?”. A indisciplina surge e a família não compreende o motivo.  
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   Trago aqui um alerta. Não vamos utilizar uma ferramenta de aproximação e vínculos em um recurso que nos transforme em juízes de conduta, em inimigos da escola ou em pais que promovem a dependência e o comodismo dos filhos.

  Não deixem as crianças ficarem inseguras com a escola pelos comentários e insatisfações discutidas diante delas, seja pela tecnologia ou presencialmente. A criança aprende com quem a família autoriza; pais insatisfeitos com a escola enviam mensagens de desautorização, comprometendo o aprendizado do filho.

    A recomendação é que se mantenha o diálogo presencial com a escola. Se você elegeu a instituição para cuidar da parte acadêmica de seu filho, certamente foi após análise cuidadosa. Desta forma, não se deixe influenciar por conteúdos descuidados que circulam diariamente nas comunidades de WhatsApp, não se permita envolver com ações que vão contra os seus princípios. Se você não comunga da ideia ou atitude, se resguarde e procure a escola. Com certeza ela poderá te acolher, esclarecer e dar as devidas orientações. 



Entrevista a CBN Anhanguera - Organização Jaime Câmara






Como atrair os nossos filhos para colaboração nas atividade diárias familiares.
Clique e ouça a entrevista.



https://soundcloud.com/fabiola-sperandio/ml-maternidade-fabiola





Entrevista a CBN Anhanguera - Organização Jaime Câmara
Momento Ludovica - Maternidade e Educação.


Participação no Jornal Corujinha - Filosofia


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Olha que legal!

Prezada Fabíola Sperandio T. do Couto.

É com estimo que informamos que sua pessoa é mencionada no querido Jornal Corujinha (FILOSOFIA).

Queremos convidá-la, especialmente, a acompanhar o mesmo em seu formato digital no link abaixo:

http://jornalcorujinha.blogspot.com.br/

Em breve o Corujinha chegará no formato papel para o endereço cadastrado em Goiânia.

Queremos aproximar nosso trabalho à pessoas que fazem  diferença na educação, como é o seu caso.

Fica o convite para contribuir sempre nas próximas edições.

Abraço.

Prof. Me Victor José Caglioni
 Assessor filosófico pedagógico

OBS: Página 8.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

IMPEACHMENT: O QUE POSSO APRENDER E ENSINAR AOS MEUS PEQUENOS





IMPEACHMENT: O QUE POSSO APRENDER E ENSINAR AOS MEUS PEQUENOS

Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

   Tudo na vida é aprendizado, incluindo o comportamento dos nossos representantes no plenário. Vê-los expressar o voto me levou à reflexão: o que ensinamos e o que aprendemos com cada um que subiu e expressou a sua opinião?

   Sim, estamos em um país democrático onde a liberdade de expressão precisa ser preservada. Mas liberdade significa ser livre para escolher e manifestar, porém sem esquecer a forma de expressão. Em que momento falhamos ao propagar esta regra? Onde as famílias e as escolas erraram com estes representantes populares?

   Não vou entrar no mérito da escolha através do voto, ou seja, não falarei aqui sobre a omissão ou a acomodação na hora de eleger tais representantes. Citarei aqui o mau exemplo que esses representantes nos deu nos últimos dias.
As crianças estão carentes de bons exemplos. E nesta semana receberam uma avalanche de informações recheadas de desrespeito e falta de educação. Homens e mulheres de culturas variadas, classes sociais de “A a Z” apresentando o mesmo comportamento. O que acontece com estas pessoas? Por que defenderam a sua opinião de forma deselegante e ofensiva?

   Só me resta voltar o meu olhar para o que mais amo fazer, com certeza não é política, mas EDUCAÇÃO. Direcionando   para o que busco aprender e ensinar diariamente, aproveito a tão falada época de insatisfação para alertar família e a escola sobre a importância de trabalharmos a criticidade, o respeito às diferenças, a importância das regras, o conceito de autoridade, a importância da hierarquia, o aprimoramento cultural e político e a diplomacia ao explanar as ideias.
 Uma criança que não aprende o que é hierarquia familiar, jamais saberá lidar com a hierarquia escolar e social. Uma criança, em um lar desrespeitoso, não saberá respeitar o próximo, já que o seu próximo mais próximo (seus pais) não se dá o respeito. Estamos em um momento de URGÊNCIA de revisão da nossa organização familiar   sobre os ensinamentos dos nossos pequenos e suas regras sociais.

   Em que momento nos perdemos? Acredito que quando saímos para batalha profissional e financeira nos dedicamos tanto a esta ascensão em prol dos benefícios materiais que nos permitimos ser omissos e permissivos com os nossos filhos. O tal: “vou dar tudo que nunca tive”; “papai viajou muitos dias, mas comprou isso”; vou até a escola porque não aceito ...”; “mete a mão filho, não traga desaforo para casa”; “filha minha não é retirada de sala nem precisa cumprir regra”.  E para finalizar, “Quem é esse professor?” Passamos a mensagem de que eles podem tudo e  aprovaremos qualquer conduta.

   Só que agora isso está pesando. Nossas crianças estão perdidas em meio a esta “selva social”. O que era parte de seu crescimento passou a ser afronta e motivo de desavença entre os amiguinhos e as famílias dos amiguinhos: “minha mãe não quer que eu ande com a fulana porque ela é nossa inimiga”. Inimiga? Uma criança de 5 anos? O que ela fez de tão grave?
Onde estão os valores? Atitudes obrigatórias de uma educação de “berço” virou qualidade. A criança que diz: “bom dia! Como vai a senhora? “ Passou a ser diferenciada. Mas isso não deveria ser o mínimo da boa educação? Dar lugar na fila para alguém mais necessitado sempre foi o correto, hoje a criança não permite por ter que ser “esperta”. Esperteza? Como assim?

   Basta acompanhar o trânsito de qualquer cidade. Homens e mulheres com crianças dentro do veículo assistindo a cenas de desrespeito às regras de transito e ainda xingando os condutores que entram em seu caminho. Como exigir do filho um comportamento diferente?

   Outro dia estava conversando com uma criança que havia tratado com muito descaso uma profissional da faxina. Ao abordá-la para procurar entender o motivo, fiquei bastante surpresa. A criança não conseguia entender que havia feito algo desrespeitoso simplesmente porque assistia a um membro da família dirigir da mesma forma aos profissionais de restaurantes ao fazer pedidos. Para meu espanto ainda maior, quando ele entendeu o que eu refletia com ele, pediu-me para fazer a mesma reflexão com seus pais, pois passou a indignar-se e queria corrigi-los.

   Domingo o país parou para assistir à votação. Famílias reunidas em frente à televisão. Os comentários foram diversos na frente das nossas crianças. Alguém já parou para perguntar o que os jovens pensam disso tudo? Aproveitaram para utilizar os exemplos a favor da “evolução social?” Será que vamos ficar paralisados e esperar os nossos pequenos crescerem para repetirem o mesmo feito?

   Clamamos por um mundo melhor. Imploramos por uma vida mais harmoniosa e de paz. O que temos feito para isso? Esperar por mudança? Não permita seu filho gritar com você! Não saia em defesa de sua criança sem conhecer os vários lados da história. Não ensine seu filho a “lei da vantagem”. Volte URGENTEMENTE para os ensinamentos dos nossos avós. Saia do comodismo! Criar um filho é oferecer condições materiais, escola e todas obrigações de pais. Educar um filho é oferecer valores e desenvolver habilidades e competências para o seu sucesso pessoal e profissional. Você está criando ou educando seu filho?





segunda-feira, 18 de abril de 2016

FAMÍLIA UNIDA NAS TAREFAS DOMÉSTICAS: POR QUE NÃO?




FAMÍLIA UNIDA NAS TAREFAS DOMÉSTICAS:

 POR QUE NÃO?

Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

Já foi o tempo em que tarefas domésticas eram obrigação da mulher. Hoje, sabemos que a divisão de tarefas com o companheiro é essencial. Afinal, a mulher moderna também vai à luta e provê o sustento do lar. E quanto aos filhos? Como inseri-los nesse processo?   Lembrando que a família é a primeira convivência social, que permite relações interpessoais, aprender a conviver em grupo começa por aí: respeito mútuo, colaboração, negociações, afeto, gerência de conflitos, cooperação, entre tantos aprendizados da riqueza de estar em grupo.

Outro importante aspecto é que lutamos em causas sociais para necessidade de preservação do meio ambiente no mundo e não ensinamos nossos pequenos a serem cooperativos no ambiente do seu mundo, sua casa inicial. A criança precisa sempre partir do eu para o outro. E como aprender a cuidar do outro se não aprendi a cuidar de mim e de quem amo? Sentimento de pertencimento começará a existir se permitir fazê-lo ser ativo em seu grupo familiar.
E como começar esse processo? Desde bebê, precisamos dar tarefas de colaboração. Frases como: “pega o objeto para mamãe”, “vem ajudar o papai a arrumar os brinquedos”, “vamos ajudar a mamãe a pegar as roupinhas” precisam ser tornar familiares mesmo. Fazê-lo perceber que toda a família se ajuda é essencial para o processo se tornar normal. Mas essa é uma decisão que precisa ser tomada por todos os membros da família. Se o prazer de manter a casa em ordem se tornar o principal objetivo de todos, dessa forma, afastaremos queixas, desagradados e a tão famosa “preguicinha”. Todos os membros da família são responsáveis por criar um ambiente saudável, harmonioso e organizado. Esse é o clima que deverá ser gerado.
As tarefas vão sendo distribuídas de acordo com a faixa etária dos filhos. Podem-se introduzir, aos poucos, diferentes colaborações no dia a dia deles. Comecem com as tarefas que estejam relacionadas ao mundo dos pequenos e ao espaço que frequentam mais: quarto de brinquedos, sala de TV e outros objetos do seu quarto, por exemplo. A arrumação tem que fazer parte da diversão. Brincar tem começo, meio e fim. O fim é o reorganizar.
O mesmo irá ocorrer entre os 3 e 5 anos com os objetos pessoais: roupas, calçados, gavetas. As crianças já são capazes de recolher seus pertences e acomodá-los nos armários e gavetas correspondentes. Eles adoram colaborar e serem reconhecidos, portanto, elogie muito, nesse momento, toda colaboração. Insira-os, também, na organização e arrumação de um jantar, por exemplo. Levar os talheres para mesa, os guardanapos, chamar os familiares para a hora do jantar são tarefas fáceis e gostosas de realizar ao lado dos pais.
A partir dos 6 anos, as responsabilidades poderão ir além. Convidá-los para acompanhar o processo de lavagem da roupa (separar as peças por cor ou tecido, colocar na máquina, retirar e ajudar a estender no varal), lavar a louça, cuidar dos animais domésticos (necessidades fisiológicas, ração e água), esticar a cama e dobrar a coberta já são tarefas possíveis.
Já aos 7anos, oportunize a participação como “mestre cuca”. Permita a ajuda na confecção da alimentação. Nessa brincadeira, preparar os alimentos, cozer e lavar as louças serão grandes exercícios e uma verdadeira diversão. A partir dessa idade, caberá à família ampliar as ferramentas colaborativas, como retirar o lixo, ajudar a lavar o carro, cuidar de plantas, lavar um banheiro. É preciso mostrar aos filhos o quanto é prazeroso ver o resultado após cada colaboração. E dentro dessa participação diária, a riqueza que a família terá no convívio mais próximo, gerando afeto e aproximação. Perceber que cooperar gera prazer o despertará para as causas humanitárias e irá prepará-lo para vida.  
Hoje, a família pode até contar como uma ajudante diariamente para as tarefas domésticas, mas isso não impede a colaboração. Não sabemos como será o futuro de nossas crianças e, dessa forma, estaremos ajudando-a a se defender em qualquer situação. Além do ganho pessoal, sentir-se útil, pertencente a nossa família e colaborativo é algo que só é possível adquirir em um ambiente como o descrito até aqui. É muito importante que as tarefas sejam introduzidas de forma festiva e harmoniosa. Colocá-las como castigo não terá os efeitos desejados. Colaborar em família tem que ser uma regra independente dos acontecimentos bons ou ruins do dia a dia. 
Como as tarefas envolverão todos os moradores da casa, a criança sente que é justa a proposta e vê que estão trabalhando em equipe pelo bem de todos. Entra aí, outro benefício: teremos crianças líderes e não chefes. As crianças crescerão sabendo atrair as pessoas para o propósito ou as metas. Não precisam existir premiações e pagamentos. Isso tiraria toda a beleza do espírito colaborativo e passaria outro aprendizado (“toma lá, dá cá”). A valorização pela colaboração do bem-estar familiar deve ser a GRANDE recompensa. Ser feliz por ajudar a família a estar feliz é o que vale. Amanhã será feliz por ações nas quais promoverá o bem-estar de todos que o cercam. Uma dica de recompensa pela cooperação do grupo familiar é todos conseguirem fazer um passeio juntos por cumprirem as tarefas. Com isso, terá um reforço de economia de tempo que proporcionou após o dever, o lazer. 
Experimente organizar uma rotina diária de tarefas fixas para todos, mas deixe claro que poderão negociar trocas entre os membros, que poderão ocorrer redistribuições (caso um dos membros esteja ausente ou doente), que outras atividades poderão surgir e que tudo acontecerá com muito diálogo, respeito e obediência à proposta familiar. E, claro, que a palavra inicial e final sempre deverá ser dos pais. Afinal, aprender o que é hierarquia ajudará muito as nossas crianças a enfrentarem o mundo. Bom trabalho!