segunda-feira, 21 de março de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Que tal uma passadinha no Faceboock para apreciar as fotos do evento LUDOVICA?
Aproveita e me add lá. Bjim
LDVCA 1 ANO: PAPO SOBRE EDUCAÇÃO AGRADA PÚBLICO
LDVCA 1 ANO: PAPO SOBRE EDUCAÇÃO AGRADA PÚBLICO
Com o tema maternidade e educação, o estande Ludovica promoveu um bate-papo com a psicopedagogia Fabíola Sperandio (blog Educar faz parte!), a publicitária Liza Ziller, que é mãe de uma criança que nasceu prematura (blog Amor Prematuro), a advogada e mãe de uma criança autista Tatiana Takeda (blog Viva a Diferença!) e a blogueira Talita Lima, do blog Zelo de Mãe na noite desta quinta-feira (10). A conversa é uma das ações que acontece no espaço montado no Flamboyant Shopping Center em celebração ao primeiro aniversário da plataforma feminina do Grupo Jaime Câmara. A programação do estande segue até o próximo domingo (13).
Durante a conversa, as mães abordaram temas importantes, que precisam ser discutidos, como autismo, inclusão, discriminação, sexualidade infantil e bullying.
Mãe do pequeno Theo Luiz, uma criança autista, Tatiana reformou a importância da inclusão, principalmente nas escolas, e da estimulação. "Toda criança autista precisa ser estimulada. E essa questão de colocar ela com outras crianças para ela se desenvolver é primordial", afirmou Takeda.
Ainda sobre inclusão, Fabíola falou sobre como as escolas brasileiras ainda tem que melhorar. "As escolas, como um todo, precisam melhorar no quesito inclusão. É na troca que as crianças aprendem. A escola tem que ser para todos, fazendo o papel dela de inclusão.
Já sobre bullying, Talita explicou que o exemplo tem que partir de casa. "Cabe a nós, pais, ensinar aos nossos filhos que não existe diferenças, apesar das peculiaridades. A gente tem que ser o exemplo e dar o exemplo." Concordando com Talita, Fabíola afirma que a discriminação é apreendida, geralmente em casa. "Somos nós, adultos, que somos preconceituosos e maldosos e que ensinamos isso às crianças", explica psicopedagogia.
Para fechar, o assunto foi as consequências causadas pela superproteção das mães para com os filhos. "A gente mesma, a família, é quem cria as limitações para as crianças", concluiu Liza.
Nesta sexta-feira (11), a discussão vai ser sobre a relação entre sexo e amor. Entram na roda Bianca Fonseca, que escreve sobre sexo na plataforma Ludovica (blog Para maiores de idade), a psicóloga e mestre em Psicologia Mara Suassuna (blog Há Dois) e Júlia Telles, que ministra cursos sobre pompoarismo e sexualidade feminina.
quarta-feira, 9 de março de 2016
VÍNCULOS AFETIVOS: FONTE DE ENERGIA PARA O CRESCIMENTO SAUDÁVEL
VÍNCULOS AFETIVOS: FONTE DE ENERGIA PARA O CRESCIMENTO SAUDÁVEL
Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Desde que nascemos, experimentamos as alegrias e as tristezas construídas sempre em meio aos vínculos afetivos. Ao nascermos, somos “capturados” do ventre da mãe, nosso primeiro vínculo ocorre no ambiente intrauterino, para o mundo externo já recheado de pessoas sedentas pelas relações afetivas. A ruptura traz o choro, o choro traz o colo, o colo traz o aconchego, o aconchego traz as gracinhas familiares, que trarão a alegria. E assim se inicia o primeiro vínculo familiar afetivo. Os vínculos geram as emoções. As emoções trazem aprendizados. Os aprendizados trazem o apego. O apego afetivo passa a ter sentido de vínculo, pertencimento.
Assim como a alimentação, o afeto é o alimento vital para os bebês. Sem alimento, a criança morre. Sem afeto, também se torna difícil sobreviver. E por que descuidamos tanto dos vínculos nos dias atuais?
Sabemos que a criança necessita do vínculo afetivo para a formação da sua personalidade. Este processo é construído a longo prazo pelas relações da família núcleo: pai, mãe e irmãos. É nessa relação parental que se conhecerá o amor, a compreensão e os laços. A figura paterna exerce, e muitas vezes sem se dar conta disso, a inserção ao mundo além da mamãe. É o papai que apresenta a autonomia, afinal, o bebê encara a mamãe como extensão do seu corpo. Ele não se reconhece separado da genitora. O seio da mãe é o reforço desta sensação. O pai então permite que ele esteja separado deste “corpo estendido” e promove o conhecimento de novas experiências. Esta relação inicial permitirá à criança entender e respeitar os limites, experimentar e conhecer espaços, ousar e recuar e, principalmente, ser amado e aprender a amar em cada gesto conduzido para autonomia e a proteção.
Mas será que esse ideal narrado tem ocorrido? As famílias estão sendo constituídas com estes papéis tradicionais? Em meio a tantos formatos familiares, precisamos conhecer quais são as necessidades das crianças para o seu crescimento saudável e oferecer o suporte que antes até instintivamente, acontecia na família formal. Crianças necessitam receber amor para aprender a se amar e amar o próximo. Preservá-las das relações instáveis é importante para que não tenham receio de amar e ter vínculo. Pais que trocam constantemente de parceiros acabam gerando insegurança em seus filhos. Começam a gostar da madrasta ou do padrasto e pronto! Tudo acabou entre os pais e a criança é obrigada a esquecer e nunca mais conviver com este alguém que estava amando ou aprendendo a amar.
Essa instabilidade dos pais traz ensinamentos aos filhos. E o maior ensinamento acaba sendo que as relações poderão ser artificiais e passageiras. Sendo assim, inconscientemente se protegem. Se protegendo, não se entregam. Não se entregando, deixam de ser inteiros. Não sendo inteiros, correm o risco da relação breve. E assim tem sido a geração atual. Crianças, adolescentes e adultos cheios de medo de se machucarem ao deparar com a possibilidade de se criar um vínculo afetivo.
As relações parentais, de amizades e amorosas correm os mesmos riscos. Por quê? Exemplos: não posso aprender a gostar da babá, porque hoje a babá fica meses, antes permanecia 20 anos na mesma família. Não posso gostar da vovó porque, ao primeiro desentendimento entre a mãe da criança e a vovó materna, poderão ocorrer meses de afastamento. Não posso gostar do amiguinho porque se os pais dele se separarem, ele irá para um colégio mais barato. Infelizmente são exemplos da atualidade.
E como proteger nossas crianças diante desta realidade? Seja mais afetivo. Mostre seus vínculos duradouros: amigos de infância; parentes próximos. Amadureça as relações. Exercite o amor e a compreensão. Seja tolerante consigo e com o próximo. Não há outra forma melhor de ensinar que o exemplo. E quanto às relações novas, espere a estabilidade para inseri-las na vida da criança. Não a exponha ou a motive a ser simpática com o companheiro ou companheira nova se nem você sabe se será interessante esta relação.
Explique que existem pessoas temporárias e que, mesmo assim, não as impede de gostar. Essas pessoas são os coleguinhas da escola, alguns profissionais que ajudam em casa, profissionais da saúde, vizinhança.
As crianças aprendem muito conosco. O que estamos ensinando às nossas crianças sobre afetividade? Vale ressaltar que ser afetivo não significa ser permissivo. Ser afetivo é dar amor. Amor também é limite e regra. Amor ao corrigir é ser doce com as palavras, porém firme no propósito educativo. É abrir para o diálogo sem fugir dos princípios e valores em que acredita. É educar o seu filho sem se importar com o que ele traz sobre o que “todo mundo faz”. Vocês não são pais de todo mundo, vocês são pais responsáveis pelo que seus filhos aprenderão sobre o mundo. Pais responsáveis pelo que seus filhos farão por um mundo mais consciente e melhor.
Recebam o meu carinho afetuoso.
quinta-feira, 3 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
AGORA TUDO É BULLYING!
Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
A cada dia que passa, fico impressionada como somos vulneráveis aos termos. Vocês já observaram o quanto o termo bullying tem sido usado no mundo todo e a quase todo momento?
Bullying são ações maldosas e repetitivas, feitas por uma ou mais pessoas. Se são ações intencionais e repetitivas, um fato isolado não pode ser considerado bullying. Fatos corriqueiros da fase de crescimento também não são bullying. E por que agora alguns pais recorrem à escola por quaisquer motivos e utilizam essa palavra?
A criança de dois anos chega mordida à sua casa: “Ela está sofrendo bullying”. Vamos à escola. Desde a minha época escolar, as crianças do maternal, que se encontravam na fase oral, mordiam umas às outras. Às vezes, mordiam até como sinal de amor. Amam tanto que dava vontade morder. E isso não mudou. É também uma forma de expressar carinho.
Ele só queria ser ouvido e você só queria falar
A minha maior preocupação é com o excesso de proteção que impede os filhos de conviverem com os desentendimentos e frustrações característicos de cada fase. Pais que a cada pequeno atrito tomam frente da situação, nomeiam o acontecimento, buscam a escola para exigir providências. Muitas vezes, não se abrem para ouvir os dois lados e, com isso, impedem os filhos de lidar com os sentimentos que a convivência oferece: medo, raiva, alegria, tristeza, revolta, justiça, injustiça. Essa mistura é que nos faz amadurecer. Se forem impedidos de senti-los, como irão lidar com isso durante a adolescência e a fase adulta?
Depois, nos surpreendemos quando deparamos com o jovem que não sabe lidar com as emoções ao vivenciar as seguintes situações: uma amiga que agora não quer mais a sua amizade; um grupo de colegas que foi ao cinema e não o convidou; um fora de uma paquera. Diante disso, procura fugir desses problemas através de vícios (drogas, por exemplo), deseja interromper a vida, isola-se no quarto, fica agressivo, demonstra rebeldia. Será que já paramos para pensar que não podemos impedir os nossos filhos de crescerem?
A violência exposta pelos veículos de comunicação nos assusta e, por muitas vezes, nos vemos tão distantes dela, como se não pudesse atingir nossa família. Como a violência praticada por um garoto de 10 anos, excelente aluno, educado, bom filho, que, de repente, mata a professora e depois se mata, deixando todos por entender o que o motivou a ter essa atitude. Esse mesmo aluno, oriundo de uma escola pública e reconhecida pelo excelente desempenho educacional por índices e exames estaduais e nacionais, no bairro Mauá, em São Caetano, marcou essa instituição com uma tragédia.
Violência como a de Suzane, que nasceu numa família de classe média alta da capital de São Paulo e morava em um bairro nobre da zona sul paulistana (Brooklin). Filha do engenheiro Manfred Albert Freiherr von Richthofen e da psiquiatra Marísia von Richthofen. Seu pai, nascido em Erbach (Alemanha), emigrou para o Brasil após um convite de trabalho, recebido devido a sua capacitação como engenheiro. Essa jovem foi cúmplice na morte dos pais, demonstrando frieza e crueldade. O que a fez praticar um ato tão violento contra seus próprios genitores?
Realmente, essa violência toda exposta através dos veículos de comunicação parece distante até o momento em que aquilo que vi acontece ao meu lado. As interrogações surgem de várias partes: “Por quê? Por que ele fez isso? O que deixei de fazer? O que não percebi?”
Não percebi que impedi meu filho de viver cada fase de forma saudável, resolvendo suas intrigas, seus relacionamentos de amizade cheios de altos e baixos. Não o deixei experimentar a conquista de novos amigos; fui à frente e quase implorei para os amigos o aceitarem. Não o deixei experimentar as perdas e depois, deliciar-se com os ganhos. Deixei de ouvi-lo e o enchi de “Faça assim”, “Faça assado”, “EU VOU LÁ!” Ele só queria ser ouvido e você só queria falar.
Vamos deixar nossos jovens viverem! Não vamos querer amenizar as passagens necessárias para que eles se tornem adultos bem resolvidos, felizes e autônomos.
O bullying não ocorre somente na instituição escolar
Lembrem-se de que as nossas gerações, cito as décadas de 1970, 1980 e 1990, não tinham pais tão protetores, que visitavam as escolas por motivos corriqueiros. Tínhamos pais que atribuíam aos filhos tarefas como as de resolver seus problemas de amizade na escola, negociar datas de entrega com os professores, sanar suas dúvidas com os educadores, procurar ter atitudes assertivas que pudessem gerar um sentimento na criança de que conseguiu e foi capaz de resolver as situações que apareceram em seu caminhar. Pais que distribuíam funções domésticas como arrumar a própria cama, levar o prato até a cozinha, ajudar a cuidar dos animais e não permitiam desrespeitos às pessoas de profissões mais simples.
Por que mudamos tanto em nossa forma de educar? Vamos resgatar aquilo em que acreditamos de nossa educação; aquilo que nos ajudou a ser o que somos hoje - pessoas de bem. Não aceitar como normal o que nos apresentam pela TV, nas escolas, nos condomínios e em nossa própria família no que diz respeito ao abuso de autoridade, à imoralidade e ao desrespeito às diferenças.
Outro fator importante é que o bullying não ocorre somente na instituição escolar. Bullying pode ocorrer entre membros da família (irmãos, primos, tios, avós), na religião em que estamos inseridos (colegas do grupo da catequese ou no retiro espiritual), no prédio, rua ou condomínio onde residimos, no clube que frequentamos, cursos extras (futebol, ballet, inglês) entre tantos outros locais que visitamos assiduamente. Vejo famílias perdendo um tempo precioso investigando a escola quando o filho se mostra arredio, triste ou agressivo quando deveria ampliar a busca em todos os locais que a família ou a criança se relaciona.
A Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015, institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) e deverá ser aplicada a todos. Fico pensativa quando vejo os programas televisivos debatendo a lei focando na instituição escolar e ignorando as outras possibilidades citadas acima. Se não ampliarmos o olhar, admitindo que em todo local que reúne pessoas é possível ter ações de bullying, deixaremos de acudir crianças, jovens e adultos que são acometidos desta ação dolorosa, que muitas vezes até os paralisam.
O nosso papel é sempre criar condições de crescimento aos nossos filhos
Suplico para que, em vez de focarmos nas consequências para quem pratica ou fomenta práticas de bullying, nos concentremos na prevenção e em desenvolver ferramentas de defesa. Vamos esclarecer e promover o combate ao bullying e, para que isso aconteça, os adultos precisam motivar suas crianças à busca do equilíbrio emocional e ao enfrentamento. Toda vez que saímos como leões e leoas em defesa de nossas crias, nós as impedimos de amadurecer. Estejam sempre ao lado, instruindo e promovendo suporte, mas jamais agindo por eles. Outro alerta é que precisamos estar abertos para conhecer os vários lados da história. Não compre uma única versão como verdade absoluta. Vá atrás da real situação. Investigue, avalie e se posicione.
O nosso papel é sempre criar condições de crescimento aos nossos filhos. Trabalhar os valores éticos e morais promoverá o senso de justiça. Ser justo é buscar o equilíbrio entre a razão e emoção. Hoje estamos tão focados em nossos direitos que acabamos por não observar se cumprimos os nossos deveres. Pensem nisso!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
O PAPEL DOS AVÓS DENTRO DO CONTEXTO FAMILIAR
Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Diante de tanta mistura de sentimentos entre pais, filhos e netos, resolvi escrever sobre o papel dos avós na vida familiar. Sempre ouço a queixa de mães que relatam que suas mães estão estragando seus filhos. Algumas se mostram assustadas ou enciumadas, dizendo que a mãe é para a sua filha o que não foi para ela. Isso me mobiliza e me instiga a um posicionamento. Vamos pensar juntas: qual a sua rotina diante de suas preocupações de mãe?
Hoje você corre atrás do profissional, procura manter-se estudiosa, cuida da casa, dos filhos, do esposo/companheiro. Entre tantas atribuições, a sua principal preocupação é conseguir dar uma boa educação ao seu filho, certo? Exatamente igual à época em que sua mãe exercia o papel de mãe. Hoje, ela é telespectadora da própria história, repetindo através de você. Como ela já venceu a fase dela, já galgou outro patamar, goza de tempo e experiência para aproveitar os netos como gostaria de ter aproveitado os filhos. Diante desse olhar, você consegue ver com mais leveza as ações de seus pais/avós de seus filhos?
Hoje, os avós querem brincar, transgredir regras, comer livremente e se divertir por três motivos: possuem tempo, podem fazer isso sem culpa e não são os responsáveis diretos pela educação das crianças. Essas ações devolvem o espírito infantil, enche-os de energia e vitalidade. Não é à toa que temos recordações doces, saudosas e lúdicas dos nossos avós. O cheiro, a textura da pele, a voz ao cantarolar, as expressões faciais ao contarem histórias, tudo isso fica muita registrado em nossa memória. Se nos fez tão bem a ponto de suspirarmos hoje ao recordar, porque impedir os nossos filhos de usufruírem da companhia descompromissada dos nossos pais, seus avós?
Acontece que hoje as famílias estão olhando os avós como parceiros da criação. Incluem-nos como coparticipantes ou até terceirizam seus filhos aos seus pais. E ainda se veem no direito de cobrar como devem proceder com a sua cria. Será justo isso? Por outro lado, os avós podem ser lúdicos, brincalhões e sapecas com seus netos, mas precisam saber a hora de falar sério também: não desautorizar uma ordem importante dos pais, exigir que respeitem a hierarquia, ou seja, nem 8 nem 80. Nem tanta “sapequice” com os netos, nem tanta responsabilidade na educação.
Avós possuem amor dobrado. Como não amar o fruto do meu fruto? É mesmo muito amor em toda essa relação. E temos a obrigação de compreender isso. Por outro lado, os avós precisam compreender a necessidade de colocar limites nos netos, afinal, seus filhos cresceram e prosperaram exatamente porque foram educados com regras. Então, avós, pais e netos precisam entender que estão juntos em momentos de diretos e deveres.
Posso até assustar vocês com o que vou dizer, mas nem todos os avós amam seus netos, assim como hoje em dia o amor incondicional dos pais anda abalado. É, isso mesmo! Estamos nos deparando com avós que nem querem ser chamados de vovó ou vovô, porque se sentem tão jovens e com uma fome de achar que a tão falada felicidade está associada a uma vida egocêntrica, que acreditam que “cada um que siga o seu caminho, que eles seguiram os deles”: “Filhos criados, já fiz minha parte”. Dessa forma, quem tem seus pais “babando” em seus filhos pode comemorar por esses se fazerem tão presentes e por seus olhos brilharem a cada vez que um netinho fala vovô ou vovó.
Avós significam enriquecimento familiar, perpetuação da história, oportunidade de aprender a relacionar-se com mais pessoas diferentes, experiência social, ampliação de vocabulário, valorização parental, estímulo para aprendizagem. Avós aguçam os sentidos: tato, com os seus afagos e cafunés. Audição, com a sua doce voz de defesa. Visão, com a sua vivência nos levando a ver o que ninguém consegue nos mostrar. Olfato, porque seu cheirinho de cuidado corporal com seus cremes e perfumes são inesquecíveis. E paladar, porque ninguém tem o tempero tão saboroso como o deles.
Mas em uma sociedade tão consumista e imediatista, estão descartando os mais velhos como ultrapassados. Os jovens estão perdendo muito a oportunidade de aprender com a experiência do ancião e acabam por impedir que seus filhos aprendam também e amanhã, repetirão a história, criticando e até impedindo seus pais de serem avós doces e presentes de seus filhos. Ou seja, o seu exemplo proporcionará a colheita.
Crianças que convivem com os avós possuem mais equilíbrio emocional, são mais compreensivas, negociam melhor e conseguem, através do vínculo e da cumplicidade estabelecida, serem reprodutoras da cultura familiar. Outro aprendizado do mundo moderno é que os vovôs e vovós estão muito mais ativos e antenados. Eles estão cuidando da saúde através do esporte e da alimentação, estão tecnológicos, procuram envolver-se com leituras de atualidades, viajam mais e se divertem muito mais também. Estão contribuindo com exemplos saudáveis, com uma variedade de interesses e modernos. Aquela imagem do vovô e da vovó de cabelinhos brancos, na cadeira de balanço e frágeis está cada vez mais distante do cotidiano.
É preciso estabelecer um estreitamento dos laços entre pais e avós para o bem da criançada. Enxergar a relação com a clareza de que existirão muitos benefícios e alguns desencontros de opinião. Isso é inevitável. O respeito na relação será de fundamental importância. Avós não são cuidadores, funcionários, nem seus filhos. Isso mesmo: tem filhos que querem inverter papéis e passam a mandar em seus pais ou os tratam como funcionários caso precisem deixar as crianças parte do dia com eles. Parece meio óbvio, mas preciso lembrar que o respeito aos genitores é muito importante. Você pode até pensar diferente de seus pais, avós dos seus filhos, mas nunca esqueça que se você é fruto deles, eles merecem todo o seu respeito.
Por outro lado, os avós também precisam saber conversar com seus filhos, hoje adultos e pais, quando não concordarem com algo que assiste na criação dos netos. Os papéis precisam ficar muito bem definidos: o que é meu e o que é seu. Não podem usar da autoridade de pai para impor as regras ou agir arbitrariamente. Uma boa conversa regrada de negociações sempre funciona.
Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional.
Participação no JORNAL BRASIL CENTRAL.
Pauta: Bullying
Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
LUTO INFANTIL: COMO TRABALHAR A PERDA DURANTE A INFÂNCIA
LUTO INFANTIL: COMO TRABALHAR A PERDA DURANTE A INFÂNCIA
Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Desde que nascemos, aprendemos a comemorar pela vida. Começa na maternidade onde recebemos muitos parentes emocionados pela nossa chegada. Depois, uma das primeiras canções que aprendemos é a “Parabéns para você”, porque todos adoram ver criança batendo palminhas. E, ao longo da nossa infância, somos poupados de dores e frustrações. Até que, de repente, ao nosso redor, tem um monte de adulto de olhos arregalados e apreensivos porque algo deu errado.
Assustados, sentimos um aperto sem entendimento, esperando pelo que virá. Acredito ser bem assim (se uma criança tivesse maturidade para tal narrativa) que seria descrito o despreparo que os deixamos diante de um luto. Não permitimos a nossos filhos experimentarem o sofrimento, a dor. Se compramos um animalzinho de estimação e ele morre, logo compramos outro, dando a falsa ideia de que é possível substituir, procurando fazer com que o nosso pequeno não perceba a morte. Nem permitimos tal assunto em casa. Por vezes até ligamos para os parentes e pedimos para fingirem não notarem que é outro bichinho. Colocamos até o mesmo nome.
A falsa ideia de proteção gera uma consequência desastrosa quando a morte chega para um dos membros da família. Não permitindo que a criança tenha contato com a realidade e o sofrimento, não a preparamos para elaborar as suas perdas de maneira sadia e madura. Contribuímos para que nossas crianças adoeçam emocionalmente quando as impedimos de lidar com a realidade da vida.
Precisamos aprender a utilizar o que aparece em nossa vida como oportunidades de crescimento. Se a criança perdeu um animal de estimação, permita que ela se depare com a dor, seja verdadeiro quanto à realidade de despedida sem retorno. Mostre que a morte faz parte do ciclo da vida. A acolhida generosa e amorosa dará a segurança de poder chorar a sua dor e elaborar o seu luto. Sei que nunca estamos totalmente prontos para essas despedidas, mas podemos ser preparados.
Pensar que uma criança não é capaz de entender e lidar com o tema é uma ideia completamente errônea. É subestimar a capacidade de compreensão e percepção do conceito de morte. O desenvolvimento de qualquer conceito é construído paralelamente ao desenvolvimento cognitivo. Toda experiência da criança será determinante para a sua reação diante dos fatos. Isso só reforça que, se a família permite a criança experimentar a dor da perda de seu animal, perdas de significados, mas não tão fortes como de um parente próximo, ela irá lidar com a dor da perda de um ente querido com muita dor, mas sem traumas ou desequilíbrio. Será uma vivência dolorosa, porém sem graves consequências. Uma situação que fará parte da sua vida e que ela irá elaborar. Se há morte, há período de luto.
Outro grande erro é querer forçar uma recuperação da tristeza rapidamente. É necessário viver o tempo de luto até que consiga ir retomando a vida cotidiana. O luto trará um comportamento que precisa ser entendido e aceito. A criança pode sentir muita raiva da morte e até raiva de quem morreu, como se a culpasse por deixá-la. Depois, pode entrar em processo de negar a morte, como se isso não tivesse ocorrido com a pessoa que tanto estimava. Ao se sentir compreendida, a criança se sentirá mais fortalecida para sair do processo de enlutamento com mais força emocional. Poderá passar por um processo de busca por entendimento, perceberá que está doendo muito até que aceitará o ocorrido. Uma aceitação que a leva à sobrevivência, um ato resiliente.
Apesar da dificuldade de aceitarmos o tema e ainda pensarmos na hipótese de termos que lidar com ele com os nossos filhos, é muito importante encararmos que o ciclo ocorre: nascemos, crescemos, morremos. Mas se isso mobiliza muito, ao ponto de não conseguir ajudar seus filhos, o ideal é buscar ajuda profissional. Fará um bem emocional enorme a todos.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
MINHA FILHA ME BATEU!

Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
A inspiração veio após um momento de observação de uma cena em um shopping da cidade. Estavam em uma mesa um casal jovem e uma criança de mais ou menos quatro anos de idade. A mãe, muita atenta ao celular. O pai observando as pessoas que caminhavam ou comiam em volta da mesa deles. Todos saciavam o paladar com um copo grande de um milkshake famoso.
Não deu para saber o motivo, mas de repente a mãe deu um tapinha na mão da criança. Assim que a criança recebeu o tapa, ela imediatamente devolveu não só um, mas três tapas seguidos na mão da mãe. Terminada a sequência de tapas, olhou assustada para mãe, como se esperasse uma reação negativa a sua ação. Percebendo que a mãe nem tirou os olhos do celular, olhou depressa para o pai, que gargalhava da situação. Ao ver que o pai só achava graça, a criança olhou feio para mãe, que deu de ombros para o pai, como se dissesse “não ligo” e a criança voltou ao enorme copo de doce.
Continuando a observação, percebi que aquela situação havia passado uma mensagem para aquela criança. Lamentei profundamente por esses jovens pais. Naquele momento, a criança percebeu que estava em “pé” de igualdade com os pais.
Atualmente enfrentamos uma crise de identidade na autoridade parental. Esta ausência de autoridade tem se refletido no comportamento social. Basta olhar ao nosso redor o que tem ocorrido em nossa casa (ausência de hierarquia familiar), o que aparece nos noticiários (desrespeitos, intolerância, agressões) e nas escolas (não conseguem resolver as situações próprias da faixa etária). É bem claro a todos que o exemplo vem de berço. Educação familiar é a base.
Como a criança irá adquirir a consciência dos seus limites vivendo em um lar sem regras e autoridade? Serão jovens que caminharão para uma tendência a viver inseguros, frustrados e infelizes. Crianças sem limites apresentam sensações de angústias frequentemente. Limite é amor. Se sou amada, fico preenchida. Sendo preenchida, não terei espaço para descontentamento.
Uma criança que bate nos pais, mesmo que em uma reação impulsiva, como um ato de reflexo, no velho estilo “bateu levou”, se não há uma correção por parte dos responsáveis, uma conversa para que a leve à compreensão sobre o que é respeito e amor, crescerá completamente sem equilíbrio emocional e sem a oportunidade de obter crescimento pessoal.
Como responsáveis pela formação das nossas crianças, precisamos assumir o papel da autoridade de pais. Filhos não podem erguer a voz para seus genitores e jamais levantar a mão com menção de um “ataque” físico, que irá se concretizar em um tapa.
A cena ficou muito presente em minha cabeça durante todo o dia. Foi uma sensação de impotência que me incomodou. Como adultos podem permitir que uma criança de 4 anos tome conta da situação? Por que delegamos, até mesmo pequenas decisões como onde almoçar, aos nossos filhos?
Existe uma enorme confusão sobre educação participativa com educação transferida. O que quero dizer com isso? Pais acreditam que se o filho se envolver com as questões familiares, eles estão preparando-os para o futuro. Pergunto: uma criança de 4 anos sabe o que é melhor para a sua alimentação? Uma criança de 10 anos sabe escolher a sua escola? Lembrando que essas decisões se refletirão em toda a sua vida.
É muito triste ver pais acomodados, deixando os seus filhos fazerem o que desejam porque é muito difícil educar. Criar realmente é fácil. Educar é o verdadeiro papel de pais responsáveis. Vamos nos responsabilizar por nossos filhos antes que seja tarde demais.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
EROTIZAÇÃO INFANTIL: O QUE ESTAMOS OFERECENDO AOS NOSSOS FILHOS?
EROTIZAÇÃO INFANTIL: O QUE ESTAMOS OFERECENDO AOS NOSSOS FILHOS?
Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
A erotização apresentada pela mídia tem trazido precocidade para o processo de descoberta da sexualidade. Precisamos dar uma parada para pensar sobre o que nossos filhos estão assistindo e ouvindo. Hoje, quase não encontramos famílias que se preocupam com o que estão oferecendo para nossas crianças. Não selecionam músicas ou programas, até pela falta de tempo. Dessa forma, nossos pequenos estão expostos a um linguajar e a modelos bem distantes da faixa etárias deles.
Como são movidos por exemplos, repetem comportamentos de adultos e não é raro encontrar crianças cantando músicas seguidas de danças erotizadas. É claro que uma criança tem a sua pureza, mas não é assexuada. Porém, a forma de apresentar a sua sexualidade é que tem trazido preocupações e espanto. A sexualidade tem uma evolução natural. Freud já destacava isso: fase oral, anal, fálica, latência e genital.
A criança brincar com o corpo, uma brincadeira que leva ao toque e a sensações, parece inaceitável para os pais. Um reforço ao pensamento da assexualidade dos filhos. Encontrar um filho se masturbando, para muitos, é um choque. E para piorar, muitas vezes nos deparamos com famílias criando historinhas recheadas de inverdades sobre as curiosidades dos filhos de como um bebê é gerado.
Sabendo que existe um instinto natural que, ao amadurecer, a criança vai percorrendo pelas fases que Freud tanto estudou e nos presenteou com seu saber, promover o acesso a filmes, vídeos, clipes, músicas e diálogos que podem remeter a criança a uma fase para a qual ainda não possui amadurecimento. Por exemplo: ao cantar e dançar uma música que fala de sexo e a dança é erótica e sensual, ela fará por imitação, mas ao entender o significado, se sentirá desperta pela atração que conseguiu obter dos que assistem a ela. Dessa forma, começará a prestar mais atenção às atitudes dos adultos do que às das crianças e adolescentes de sua faixa etária. Sem dúvida nenhuma, isso gerará um grande prejuízo à formação da mesma.
Para entender ainda mais as fases e procurar não as antecipar, vamos relembrar os ensinamentos de FREUD:
* 0 a 1 ano – Fase Oral – A boca é o centro da atenção. É o que o faz ter contato com o mundo. O aprendizado se dá com a experiência de ser saciado pelo seio da mãe, gerando uma enorme sensação de bem-estar. Por buscar este prazer, o bebê leva tudo à boca.
* 2 a 4 anos – Fase Anal – Descobrindo que é possível controlar o esfíncter, o ânus passa a ser uma região de satisfação. Encara as fezes como um presente que vem de dentro para a mamãe que, muitas vezes, faz festa pelo feito. Pode ocorrer também de a criança se tornar irritada e até agressiva porque, ao realizar a evacuação, passará por uma higiene, levando-a a perceber a necessidade de cuidados, muitas vezes, gerando impaciência e rejeição.
* 4 a 6 anos – Região Genital – Chega aí a descoberta das diferenças anatômicas dos sexos através das genitálias. As fantasias chegam a respeito dessas diferenças. As crianças acreditam que as meninas passaram por uma castração por não possuírem pênis. Período em que a criança se aproxima da mãe e entra em um processo de concorrência com o pai. Já a menina passa pelo processo inverso: aproxima-se do pai e entra em processo de crítica e afastamento da mãe.
* 6 a 11 anos – Latência – Uma volta às atividades socialmente aceitas e atividades escolares. Um período do clube dos “Bolinhas” e das “Luluzinhas”.
* A partir dos 11 anos – Fase Genital – Retorno às sensações e aos impulsos sexuais. Desperta para o sexo oposto fora do vínculo familiar. Interessa-se por um objeto de amor. Na busca da identidade, sofre o luto da perda da infância.
Sabendo desse percorrer do amadurecimento, devemos ficar bem atentos a nossos filhos e procurar ajudá-los a experimentar cada fase de forma sadia, sem sofrimento e sem precocidade. Dependendo de como agimos, podemos gerar um conflito de sentimentos e até um excesso de atenção à sexualidade além do que é natural.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
TERAPIA DO BOM HUMOR PARA CRIANÇAS
Terapia do bom humor para crianças
Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Nós nos derretemos com os primeiros
reflexos das crianças que esboçam sorrisos. Assim que o bebê faz movimentos
faciais, já abrimos um largo sorriso de alegria e uma onda de amor desce do fio
da cabeça aos nossos pés. Naquele momento, aprendemos que o riso é um
verdadeiro remédio, gerando um bem-estar imediato.
Por que muitas vezes nos esquecemos
disso? O que acontece conosco que deixamos de promover ondas de gargalhadas com
as nossas crianças?
Muitas vezes nos deparamos com
famílias mal-humoradas: do pai ao bebê. Todos carrancudos e com uma grande
fenda na testa, entre os olhos, características de pessoas preocupadas,
enfezadas e mau- humoradas.
Acontece que é durante a infância que
precisamos promover uma enxurrada de risos em nossas crianças, até porque elas
possuem facilidade para sorrirem e gargalharem por motivos até tolos. Crianças
felizes e risonhas adoecem menos, sabiam? Então, precisamos parar para pensar
sobre a necessidade de cultivar o bom humor em nossas vidas e na vida da nossa
família.
O humor sadio, sem ser ácido e
maldoso. O humor que não denigre o outro. O humor inteligente e generoso. O
humor que nos faz bem e bem ao outro. Não o humor que promove humilhação, que
faz rir da criança. Isso afetará a sua autoimagem e autoestima. Rir dos erros
cometidos pela criança, jamais! Deparou-se com um erro? Chame-o para conversar,
procure ouvir o que ele pensa sobre. Depois ajude-o a resolver e mostre que
para tudo tem um lado divertido, para que não se culpe em excesso ou se puna.
Da mesma forma que as regras
disciplinares, a religião, a educação familiar, a manutenção do amor e o
respeito às gerações, os princípios e valores, o bom humor se faz necessário na
relação com nossos filhos.
A quanto tempo você não programa um
passeio de diversão familiar? Qual foi a
última “guerra“ de almofadas ocorridas em sua casa? Você já acampou dentro de
casa com seus filhos (a velha barraquinha de lençóis)? Quando ocorreu a última
“contação” de histórias? Algum dia você
se vestiu engraçado para surpreender a prole?
Relacionar-se com dedicação de tempo
às diversões com os filhos tira a tensão rotineira e os deixa mais cortês. Este
exercício permite encarar a vida, enfrentando os problemas do tamanho que eles
são, sem exageros e vitimização. Permitir rir de si mesmo ensina a lidar com
erros e transformá-los em aprendizado.
O riso é contagiante. Ele aproxima as
pessoas, aumenta a imunidade, promove liberação de endorfinas e transmissores
químicos que geram bem-estar ao cérebro, dá uma sensação de leveza e
felicidade.
As crianças se entregam facilmente a
este ambiente leve de sorrisos, brincadeiras e ações bem-humoradas. E o que
acontece entre a fase do bebê e a infância que parece que deixamos de ser
“palhaços divertidos” dos nossos filhos? Acredito que a responsabilidade e as
nossas cobranças internas referentes à criação, sem que percebamos, vão gerando
obrigações, rotinas e cobranças às nossas crianças, dando uma dureza sem
necessidade. Posso ser um pai amoroso e divertido sem deixar de impor regras e
fazer cobranças das obrigações. Ser bem-humorado com os nossos filhos não os
levará a nos ver como autoridades.
Muitas vezes levamos nossa postura de
profissional para o nosso lar e nos tornamos chefes em vez de gestores
familiares. Geramos tensões e estresse sendo pais que corrigem sem levar os
nossos filhos a pensar sobre as suas ações e crescerem. Muitas vezes promovemos
a obediência pela obediência.
Para termos filhos bem-humorados,
precisamos dar exemplo. Alegria e bom humor ajuda muita na educação das nossas
crianças. Se somos imitados por nossos filhos, vejamos neles o nosso reflexo.
Como estão seus filhos: alegres e sorridentes ou tensos e estressados?
Sem falar que os vínculos construídos
na relação harmoniosa são duradouros e fortalecidos a cada dia. Dá prazer estar
ao lado de pais que promovem diversão. Pais divertidos e alegres são mais
buscados pelos filhos, como companhia, que pais que julgam, apontam e são
austeros.
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