segunda-feira, 3 de junho de 2019

AI! QUE MEDO DE CRESCER!









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Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

Hoje recebi uma visita de uma linda jovem que retornou para contar do término de mais um ciclo de sua vida estudantil. Ao me abraçar, ela agradeceu pelo que aprendeu em anos de convivência e depois falou no meu ouvido: “Eu tô com medo...”
Pude perceber, ao afastá-la e olhar bem nos seus olhos, o medo enormeeeeeeee de crescer. Sim! Crescer muitas vezes amedronta.
Acontece que, quando somos pequenininhos, recebemos estímulos para contar sobre o nosso dia, sobre os amiguinhos e como estamos. A família espera que falemos facilmente das nossas relações com os colegas, brinquedos, desenhos e filminhos. Dentro de esse falar “facilmente”, os genitores procuram em suas crias sentimentos, buscam conclusões e avaliam como tudo está acontecendo com o desenvolvimento de  seus filhos . A criança é questionada sobre o seu dia e ainda atribuímos o comando de falar a verdade, uma vez que pregamos que criança não mente jamais.

Aí está o X da questão. À medida que nossos pequenos vão crescendo, eles deparam-se com a distância entre o que pedimos e o que o mundo dos adultos pratica. Isso mesmo! Por que o susto? Nossas crianças começam a flagrar pequenas situações diárias nas quais percebem que ser adulto não é muito fácil e muitas vezes , também, não é muito verdadeiro.

De repente a aproximação dos coleguinhas já não é mais tão facilitada. A agenda está mais apertada com as aulas extras, a família já se preocupa com as amizades e seus comportamentos, os primos, tios e avós já não possuem mais o mesmo tempo de dedicação a eles. Esse conjunto de coisas culmina para a experiência do distanciamento de tudo que era tão próximo. Então, crescer passa a ter outro sentido: entender tudo isso!

Chega a hora de caminhar para fase adulta e, junto com essa “hora”, começam as descobertas que acontecem muitas coisas estranhas nas relações das pessoas. Muita coisa que jamais foram pensadas até então: relações por interesses, desculpas infundadas, fuga de situações, pequenas e grandes mentiras para se safar de algo, jogos de “espertezas” e distanciamento dos valores.

Uai! Mas cadê o comando de não mentir jamais? Nessa hora algum flash passa pela cabeça e começa a reconstrução do caminhar. Na busca da rota, se tornam adultos. Daí, a decepção que muitos enfrentam quando, finalmente, se tornam adultos. Perceber que alguns conceitos se vão. E para “atormentar “ ainda mais, muitos conceitos que serão refeitos foram construídos pelas pessoas em quem eles mais confiaram. Nesses movimentos, também percebem que foram motivados a falarem sobre tudo, mas que agora, quando adulto, muita coisa é melhor nunca ser dita.

Então o que é ser adulto?  Bom, ser adulto é experimentar um mundo diferente dos contos de fadas e ainda ser resiliente. Ser resiliente é ter a capacidade de enfrentar transformações, desafios, traumas, reelaborando as situações e recuperando-se frente a elas.

E para completar, saímos do ditado “criança não mente jamais” para o ditado “faça de um limão, uma limonada”. Sim, ser adulto é conseguir colocar humor em tudo que aparece. É ser capaz de rir dos problemas e transformá-los em piadas cotidianas. E cá para nós, somos especialistas nisso aqui no nosso país.

Toda essa escrita aqui foi utilizada com a linda jovem nesse encontro em forma de diálogo. Ao ouvir tudo com os olhos cheios de água, ela diz: “Mas tia, eu não sei o que quero ser, mas não vejo a hora de fazer 18 anos para dirigir e ir à balada.”

Ela não é diferente da maioria que almeja chegar a tão falada maior idade. Nesse momento, o misto de medo e o prazer da conquista se misturaram. É como se me dissesse: quero usufruir dos benefícios da maior idade na área do lazer, mas estou cheia de medo do dever. Naquele momento, eu não podia confessar a ela, mas, com certeza, eu sei muito bem como é isso, pois até hoje, após ter feito 18 anos há algum tempo ( kkkkk), eu também tenho meus medos da vida adulta, eu também queria muito poder ter muito mais  lazer que o dever, mas respirei e com um sorriso bem acolhedor, eu disse: “Sabia que eu tenho muito segurança de que você está preparada para essa transição?”

Esse processo é muito importante para essa nova etapa. A construção e desconstrução e a nova reformulação dos conceitos  é o CRESCER! A diferença da vida adulta precisa ser compreendida e não julgada. Não podemos mostrar a realidade adulta para os nossos pequenos que não possuem maturidade para entender. À medida que vão caminhando para esse processo, naturalmente vão conhecendo as exigências desse novo mundo e se adaptando.

O medo de crescer não perderá nunca, eu acho. Só trocará de nome: medo conhecer, medo de relacionar, medo da profissão, medo de envelhecer... Mas podemos trocar a palavra MEDO por CORAGEM. Ficaria assim: coragem para conhecer, coragem para relacionar, coragem para envelhecer. Isso! Coragem! A estrutura que recebemos na infância é o alimento da coragem.
Vá em frente, minha jovem. E volte no encerramento do novo ciclo para me contar.

É agosto e me pego reavaliando a escola do meu filho pensando em 2019






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Fabíola Sperandio Teixeira
Pedagoga – Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

        
        A cada dia que passa as famílias se sentem mais incomodadas com a escolha da escola para as suas crianças e adolescentes. Porém, um novo comportamento tem surgido que muito me intriga. Tem ocorrido a busca por mudança de escola ao menor descontentamento, como se o ambiente fosse algo que não precisasse ter história acadêmica, de formação humana e ligação afetiva. Como se o ensino pudesse ser tratado de forma fragmentada: aquela promete isso e a outra não tem aquilo; essa peca nisso e a outra realiza.
        Outro ponto assustador é a tomada de decisão por uma escola de forma coletiva. Ora, cada família possui seus objetivos, princípios e valores. Uma escola não pode ser escolhida porque o colega está ou vai e sim por atender ao que aquela família acredita como necessária para melhor formação de seus filhos.
        Desde 1984 estou inserida como profissional da educação em instituições de ensino e a cada ano me assusto ainda mais com a precipitação de das famílias na forma como avaliam as escolas.
        O que você busca em uma escola? Qual a sua visão de educação acadêmica? Você tem ido até a instituição onde seus filhos estão inseridos para entender o que é feito? Quais os recursos utilizados? Como realizam os planejamentos? Qual a formação dos docentes? Qual o investimento realizado na busca da formação continua? Você tem feito parte da rotina da escola ou apenas a julga pelo que ouve e pelo pouco que vê?
        Uma escola é formada por pessoas que se dedicam à excelência no ensino de acordo com o que acreditam: metodologia; ferramentas; processo avaliativo; atuação disciplinar; trabalhos interdisciplinares; formação humana, etc. O que você conhece da escola de seu filho? Você acompanha os resultados individuais e coletivos da escola? Muito se tem falado do pouco que muitas vezes é, de verdade, conhecido.
        Como podemos ensinar ética e valores às nossas crianças se as mesmas presenciam suas famílias propagarem informações, muitas vezes, sem, ao menos, checar a veracidade? Como permitir que o aprendizado se concretize se desautorizamos a instituição a cada julgamento e desconfiança sem poupar os discentes?
        Uma escola é formada por GENTE. Todo tipo de gente. É a segunda rede social a qual inserimos os nossos filhos. É lá que eles crescerão e evoluirão no conhecimento escolar e de vida. Então, quanto mais a escola conhece a história dos seus filhos, mais poderá contribuir em sua formação. Quanto mais a escola individualiza, busca conhecer cada necessidade, mais poderá fazer com que seu filho cresça.
        Um outro aspecto muito importante é entender que a escola atual é diferente. Uma escola não pode ter as mesmas regras que uma escola de 1970 tinha, por exemplo. O mundo mudou, novas demandas e necessidades surgiram a começar pela diferença emocional das crianças de antes e as de hoje. As leis que regem o sistema escolar também mudaram. É preciso ir até a escola de seus filhos e buscar informações sobre como tem se realizado a orientação educacional e disciplinar. Muitas situações ocorridas no âmbito escolar ficam restritas às famílias dos envolvidos.
        Enfim, antes de inserir seus filhos em um ambiente desconhecido, dê oportunidade de conversar com a escola que um dia foi a sua escolha. Reflita se você não está sendo influenciado por algo no qual você precisará ir mais a fundo. Não desconsidere a história afetiva com a instituição. Vá além, analise os resultados das crianças e adolescentes que já passaram por todo ciclo educacional que a escola oferece. Como estão academicamente e como pessoas? Isso é FUNDAMENTAL.

AGORA TUDO É BULLYING!





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Fabíola Sperandio Teixeira
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

       A cada dia que passa, fico impressionada como somos vulneráveis aos termos. Vocês já observaram o quanto o termo bullying tem sido usado no mundo todo e a quase todo momento?
Bullying são ações maldosas e repetitivas, feitas por uma ou mais pessoas. Se são ações intencionais e repetitivas, um fato isolado não pode ser considerado bullying.  Fatos corriqueiros da fase de crescimento também não são bullying. E por que agora alguns pais recorrem à escola por quaisquer motivos e utilizam essa palavra?
A criança de dois anos chega mordida  a sua casa: “Ela está sofrendo bullying”. Vamos à escola. Desde a minha época escolar, as crianças do maternal que se encontravam na fase oral, mordiam umas às outras. Às vezes, mordiam até como sinal de amor. Amam tanto que dava vontade morder. E isso não mudou. É também uma forma de expressar carinho.
A minha maior preocupação é com o excesso de proteção que impede os filhos de conviverem com os desentendimentos e frustrações característicos de cada fase. Pais que a cada pequeno atrito tomam frente da situação, nomeiam o acontecimento, buscam a escola para exigir providências. Muitas vezes, não se abrem para ouvir os dois lados e, com isso, impedem os filhos de lidar com os sentimentos que a convivência oferece: medo, raiva, alegria, tristeza, revolta, justiça, injustiça. Essa mistura é que nos faz amadurecer. Se forem impedidos de senti-los, como irão lidar com isso durante a adolescência e a fase adulta?
Depois, nos surpreendemos quando deparamos com o  jovem que não sabe lidar com as emoções ao vivenciar as seguintes situações: uma amiga que agora não quer mais a sua amizade; um grupo de colegas que foi ao cinema e não o convidou; um fora de uma paquera. Diante disso, procura fugir desses problemas através de vícios (drogas, por exemplo), deseja interromper a vida, isola-se no quarto, fica agressivo, demonstra  rebeldia. Será que já paramos para pensar que não podemos impedir os nossos filhos de crescerem?   
A violência exposta pelos veículos de comunicação nos assusta e, por muitas vezes, nos vemos tão distantes dela, como se não pudesse atingir nossa família. Como a violência praticada por um garoto de 10 anos, excelente aluno, educado, bom filho, que, de  repente, mata a professora e depois se mata, deixando todos por entender o que o motivou a ter essa atitude. Esse mesmo aluno, oriundo de uma escola pública e reconhecida pelo excelente desempenho educacional por índices e exames estaduais e nacionais, no bairro Mauá, em São Caetano, marcou essa instituição com uma  tragédia.
Violência como a de Suzane, que nasceu numa famíliade classe média alta da capital de São Paulo e morava em um bairro nobre da zona sul paulistana (Brooklin). Filha do engenheiro Manfred Albert Freiherr von Richthofen e da psiquiatra Marísia von Richthofen. Seu pai, nascido em Erbach (Alemanha), emigrou para o Brasil após um convite de trabalho, recebido devido a sua capacitação como engenheiro. Essa jovem foi cúmplice na morte dos pais, demonstrando frieza e crueldade. O que a fez praticar um ato tão violento contra seus próprios genitores?
Realmente, essa violência toda exposta através dos veículos de comunicação parecem distantes  até o momento em que aquilo que vi acontece ao meu lado. As interrogações surgem de várias partes: “Por quê? Por que ele fez isso? O que deixei de fazer? O que não percebi?”
Não percebi que impedi meu filho de viver cada fase de forma saudável, resolvendo suas intrigas, seus relacionamentos de amizade cheios de altos e baixos. Não o deixei experimentar a conquista de novos amigos; fui à frente e quase implorei para os amigos o aceitarem. Não o deixei experimentar as perdas e depois, deliciar-se com os ganhos. Deixei de ouvi-lo e o enchi de “Faça assim”, “Faça assado”, “EU VOU LÁ!” Ele só queria ser ouvido e você só queria falar.
Vamos deixar nossos jovens viverem! Não vamos querer amenizar as passagens necessárias para que eles se tornem adultos bem resolvidos, felizes e autônomos.
Lembrem-se de que as nossas gerações, cito as décadas de 1970, 1980  e 1990, não tinham pais tão protetores, que visitavam as escolas por motivos corriqueiros. Tínhamos pais que atribuíam aos filhos tarefas como as de resolver seus problemas de amizade na escola, negociar datas de entrega com os professores, sanar suas dúvidas com os educadores, procurar ter atitudes assertivas que pudessem gerar um sentimento na criança de que conseguiu e foi capaz de resolver as situações que apareceram em seu caminhar. Pais que distribuíam funções domésticas como arrumar a própria cama, levar o prato até a cozinha, ajudar a cuidar dos animais e não permitiam desrespeitos às pessoas de profissões mais simples.

      Por que mudamos tanto em nossa forma de educar? Vamos resgatar aquilo em que acreditamos de nossa educação; aquilo que nos ajudou a ser o que somos hoje - pessoas de bem. Não aceitar como normal o que nos apresentam pela TV, nas escolas, nos condomínios e em nossa própria família no que diz respeito ao abuso de autoridade, à imoralidade e ao desrespeito às diferenças.

        Outro fator importante é que o bullying não ocorre somente na instituição escolar. Bullying pode ocorrer entre membros da família (irmãos, primos, tios, avós), na religião em que estamos inseridos (colegas do grupo da catequese ou no retiro espiritual), no prédio, rua ou condomínio onde residimos, no clube que frequentamos, cursos extras (futebol, ballet, inglês) entre tantos outros locais que frequentamos assiduamente. Vejo famílias perdendo um tempo precioso investigando a escola quando o filho se mostra arredio, triste ou agressivo quando deveria ampliar a busca em todos os locais que a família ou a criança se relaciona.

        A  LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015 institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) e deverá ser aplicada a todos. Fico pensativa quando vejo os programas televisivos debatendo a lei focando na instituição escolar e ignorando as outras possibilidades citadas acima. Se não ampliarmos o olhar, admitindo que todo local que reúne pessoas é possível ter ações de bullying, deixaremos de acudir crianças, jovens e adultos que são acometidos desta ação dolorosa que muitas vezes até os paralisam.
        Suplico para que, em vez de focarmos nas consequências para quem pratica ou fomenta práticas de bullying, nos concentremos na prevenção e em desenvolver ferramentas de defesa. Vamos esclarecer e promover o combate ao bullying e, para que isso aconteça, os adultos precisam motivar suas crianças à busca do equilíbrio emocional e ao enfrentamento. Toda vez que saímos como leões e leoas em defesa de nossas crias, nós a impedimos de amadurecer. Estejam sempre ao lado, instruindo e promovendo suporte, mas jamais agindo por eles. Outro alerta é que precisamos estar abertos para conhecer os vários lados da história. Não compre uma única versão como verdade absoluta. Vá atrás da real situação. Investigue, avalie e se posicione.
        O nosso papel é sempre criar condições de crescimento aos nossos filhos. Trabalhar os valores éticos e morais promoverá o senso de justiça. Ser justo é buscar o equilíbrio entre a razão e emoção. Hoje estamos tão focados em nossos direitos que acabamos por não observar se cumprimos os nossos deveres. Pensem nisso!

A música é muito importante para o desenvolvimento da criança. Você já havia pensado nisso?






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Fabíola Sperandio Teixeira
Pedagoga – Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Especialista em Gestão e Organização em Centros Educacionais
Mestre em Educação

          
As músicas nos permitem interagir. Elas exercem um enorme poder de interação e vinculação. E elas estão presentes desde muito cedo na vida dos nossos pequenos, além de proporcionar de forma relevante o despertar das sensações diversas, tornando-se uma das formas de linguagem muito interessantes por facilitar a aprendizagem e estimular a memória do indivíduo.

Se prestarmos atenção em nossas sensações ao ouvir determinadas músicas, perceberemos que elas têm o poder de nos direcionar para recordações, imagens, cheiros, sabores. A música nos permite viajar em nossas memórias.

As músicas também facilitam o nosso aprender. Elas nos conectam com a vida, com o nosso interior também. No aspecto socioafetivo, sabemos que a criança, aos poucos, vai buscando e construindo a sua própria identidade, percebendo-se diferente dos outros e, ao mesmo tempo, buscando integrar-se com todos. Ela também vai desenvolvendo a autoestima com exercícios através dos quais aprende a aceitar-se, com suas habilidades e competências. Percebemos claramente que as atividades musicais em grupo melhoram o desenvolvimento da socialização, a integração, a compreensão, a participação e estimula a cooperação. A música trabalha as emoções e permite o aprendizado do autorrespeito e do respeito ao próximo. Sem falar que a música oportuniza o prazer: ela permite expressar seus sentimentos, expressar suas emoções, desenvolvendo um sentimento de segurança e realização pessoal. Tudo isso, é claro, se lançarmos mão do repertório saudável disponível.

Diante desse pensamento, trago aqui algumas perguntinhas para você refletir:

*Vocês, pais, escutam música quando estão sós? E quando estão com os filhos?
* Quais os tipos de músicas vocês têm oferecido a seus filhos?
* Sua família tem uma música em comum?
* As festividades incluem músicas marcantes?
* O que vocês escutam juntos?
* Ao colocar os filhos para dormir, vocês têm o hábito de cantar?
* Vocês já observaram as emoções dos filhos ao ouvirem determinadas músicas?
* Já haviam pensado na memória que as músicas poderão trazer?
* Vocês já cuidaram dos aprendizados adquiridos através das letras das músicas?

Hoje, quis trazer essa reflexão. Acredito muito que as memórias infantis influenciam a vida do adulto. Temos que cuidar sim do que oferecemos a nossos filhos. Vejo famílias deixando oportunidades excelentes, que favoreceriam a educação dos pequenos.

Sem falar na beleza da cultura familiar, que anda se perdendo. Aquela lembrança de todos os primos de quando ouviam o avô cantarolar determinada música. A lembrança de que toda vez que viajava, a viagem começava com determinada canção. Que todo aniversário tinha que ter a música tal após os parabéns. Que antes de dormir, após a oração, todos cantavam uma canção....

Que tal pensarem nisso? Não precisam rejeitar as músicas atuais, mas ter as músicas ideais para momentos especiais.


Erotização infantil: o que estamos oferecendo aos nossos filhos?





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Fabíola Sperandio Teixeira

Pedagoga – Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais




A erotização apresentada pela mídia tem trazido precocidade para o processo de descoberta da sexualidade.

Precisamos dar uma parada para pensar sobre o que nossos filhos estão assistindo e ouvindo. Hoje quase não encontramos famílias que se preocupam com o que estão oferecendo para nossas crianças, não selecionam músicas ou programas, até pela falta de tempo.

Desta forma, nossos pequenos estão expostos a um linguajar e a modelos bem distantes da faixa etárias deles. Como são movidos por exemplos, repetem comportamentos de adultos e não é raro encontrar crianças cantando músicas seguidas de danças erotizadas.

É claro que uma criança tem a sua pureza, mas não é assexuada. Porém a forma de apresentar a sua sexualidade é que tem trazido preocupações e espanto. A sexualidade tem uma evolução natural. Freud já destacava isso: fase oral, anal, fálica, latência e genital.

A criança brincar com o corpo, uma brincadeira que leva ao toque e a sensações, parece inaceitável para os pais. Um reforço ao pensamento da assexualidade dos filhos. Encontrar um filho se masturbando, para muitos, é um choque! E para piorar, muitas vezes nos deparamos com famílias criando historinhas recheadas de inverdades sobre as curiosidades dos filhos de como um bebê é gerado.

Sabendo que existe um instinto natural que, ao amadurecer, a criança vai percorrendo pelas fases que Freud tanto estudou e nos presenteou com seu saber, promover o acesso a filmes, vídeos, clipes, músicas e diálogos que podem remeter a criança a uma fase para a qual ainda não possui amadurecimento, por exemplo, ao cantar e dançar uma música que fala de sexo e a dança é erótica e sensual, ela fará por imitação, mas ao entender o significado, se sentirá desperta pela atração que conseguiu obter dos que assistem a ela. Desta forma, começará a prestar mais atenção às atitudes dos adultos do que às das crianças e adolescentes de sua faixa etária. Sem dúvida nenhuma, isso gerará um grande prejuízo à formação da mesma.

Para entender ainda mais as fases e procurar não as antecipar, vamos relembrar os ensinamentos de FREUD:

* 0 a 1 ano – Fase Oral – A boca é o centro da atenção, é o que o faz ter contato com o mundo. O aprendizado se dá com a experiência de ser saciado pelo seio da mãe, gerando uma enorme sensação de bem-estar. Por buscar este prazer, o bebê leva tudo à boca.

* 2 a 4 anos – Fase Anal – Descobrindo que é possível controlar o esfíncter, o ânus passa a ser uma região de satisfação. Encara as fezes como um presente que vem de dentro para a mamãe que, muitas vezes, faz festa pelo feito. Pode ocorrer também de a criança se tornar irritada e até agressiva porque, ao realizar a evacuação, passará por uma higiene, levando-a a perceber a necessidade de cuidados, muitas vezes, gerando impaciência e rejeição.

* 4 a 6 anos – Região Genital – Chega aí a descoberta das diferenças anatômicas dos sexos através das genitálias. As fantasias chegam a respeito dessas diferenças. As crianças acreditam que as meninas passaram por uma castração por não possuírem pênis. Período em que a criança se aproxima da mãe e entra em um processo de concorrência com o pai. Já a menina passa pelo processo inverso: aproxima-se do pai e entra em processo de crítica e afastamento da mãe.

* 6 a 11 anos – Latência – Uma volta às atividades socialmente aceitas e atividades escolares. Um período do clube dos “Bolinhas” e das “Luluzinhas”.

* A partir dos 11 anos – Fase Genital – Retorno às sensações e aos impulsos sexuais. Desperta para o sexo oposto fora do vínculo familiar. Interessa-se por um objeto de amor. Na busca da identidade, sofre o luto da perda da infância.

Sabendo desse percorrer do amadurecimento, devemos ficar bem atentos a nossos filhos e procurar ajudá-los a experimentar cada fase de forma sadia, sem sofrimento e sem precocidade. Dependendo de como agimos, podemos gerar um conflito de sentimentos e até um excesso de atenção à sexualidade além do que é natural.

A dor do outro na visão de uma criança






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Fabíola Sperandio Teixeira
Pedagoga – Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais

Hoje quero compartilhar uma carta de uma criança de 11 anos. É impressionante a visão dela sobre uma situação que ocorre em sala.

Queridíssima Professora,

Eu queria falar com você já faz um bom tempo sobre nesse assunto, mas antes eu queria ter a prova sobre isso, e hoje, tive a prova clara.
O assunto que eu queria falar com você é sobre a Maria (nome fictício), da nossa sala. Há um bom tempo, tenho notado que muitos da nossa sala não têm a aceitado muito bem, quero dizer, não a tem tratado como ela merece! Reconheço que a Maria pode às vezes ter dificuldades, por exemplo, na escola, digo, nas provas be tarefas. Reconheço que ela tem, pois já me falou, déficit de atenção, mas eu fico pensando, será que só por isso alguns alunos não a tratam bem?
Está sendo muito difícil escrever esta carta, pois eu estou chorando mesmo! Eu fico arrasada de ver que, quando ela dá uma sugestão ou uma opinião, muitos começam a reclamar.  Nessa hora, meu coração vai se partindo cada vez mais. Hoje, na hora da votação, vi que poucas pessoas votaram nela (eu votei), daí fiquei pensando, será que eles têm raiva dela? Ou, medo e eu ela estrague alguma coisa? Fic0o realmente muito triste ao olhar –para ela e ver, pensar, que ela NUNCA, JAMAIS, merece ser tratada assim!
Desde que você começou a dar aula para mim, percebi que as pessoas devem ser amadas e respeitadas, seja qual for essa pessoa! Você sempre me fez ver que as pessoas são como uma joia preciosa, precisamos cuidar delas! Você me fez enxergar um novo mundo, algo que eu nem poderia imaginar, e é por isso que eu queria desabafar sobre isso com você, porque eu sei que todos devem ser respeitados.
Um grande beijo, Letícia (nome fictício).

Após ler a carta, a chamei para conversar. Conversamos sobre “os dois lados”. Refletimos sobre a postura de alguns colegas e sobre as atitudes da amiga citada. Mostrei o trabalho que a escola realiza em relação ao déficit de atenção, mas principalmente sobre a conduta.
         Maria tem recebido ajuda sobre o comportamento agressivo, que não tem nada a ver com as dificuldades escolares. Exemplifiquei alguns atos que geraram um círculo vicioso entre ela (Maria) e a turma. Meu objetivo era tirar a Letícia da dor. Ampliar o olhar para a situação, formarmos uma rede de proteção a todos. No final da nossa conversa, já tínhamos traçado, juntas, ferramentas de ação.
         Letícia saiu feliz por se sentir considerada. Sua dor foi acolhida, porém muito mais aliviada por entender que a situação era mais ampla, no entanto, cuidada pela escola.
         Aqui, deparei com uma criança empática, proativa e amorosa. Lendo a história, onde você encontra seu filho, no grupo da Letícia ou no grupo que complementa o papel da Maria (ela agride, ele devolve)?

  Faço um convite, aliás dois:
1 – Procure conhecer mais seu filho.
2 – Aprenda com as crianças. Assim geramos um mundo melhor.

A busca do título de bons pais e suas consequências






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Fabíola Sperandio Teixeira do Couto
Pedagoga- Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais


        Sentada em uma área de alimentação, um rapaz se aproxima de mim e logo se identifica como um pai interessado na criação dos filhos e, por isso, buscava leituras constantes e, entre elas, meus artigos. Agradeci e me coloquei pronta a ouvi-lo. Percebi que precisava falar.
Entre tantas partilhas feitas, via uma ansiedade por ter um parecer sobre a sua postura paterna. Ele se preocupava em me contar detalhes de como se dedicava aos filhos e, como parte da sua dedicação, abria mão de um período do trabalho só para acompanhá-los nas aulas extracurriculares. Ouvia atentamente cada palavra, lia cada expressão e me surpreendia com a análise de sua leitura corporal: ele queria muito ouvir ou receber uma aprovação.
Durante a exposição longa, fui refletindo sobre tudo o que me falava e tudo os que estava por trás de cada palavra. Ali, eu me vi diante de um pai que, por trás de uma aparente dedicação, tinha uma vontade enorme de satisfação pessoal.
Talvez ele ainda não tivesse se dado conta de que se realizava com este papel. Havia muito mais desejo pessoal. Ele estava sendo um pai dedicado, com certeza, mas, ao deixar um período, acompanhar os filhos em tudo, não tinha se dado conta que isso não era uma necessidade dos filhos e, sim, dele.
Os filhos precisam de espaço para crescerem. Estou certa de que ser presente não significa estar PRESENTE em tudo. Vejo muitos casos de pais que “abrem” mão de suas profissões e depois cobram muito caro dos filhos. E o desejo inicial de ser aquele super-pai vai embora quando os filhos começam a crescer e buscar seu próprio espaço. Neste momento, poderão surgir as cobranças, que soarão como um preço aos filhos. Uma conta apresentada sem que o filho tenha “feito a encomenda”.
A frustração com que o pai fica soa, para ele, como ingratidão da cria. E isso é muito ruim para a relação. Os pais precisam ter maturidade quando fazem a escolha de abrir mão de algo pelos filhos e, da mesma forma, quando os filhos escolhem ter mais espaço.
Percebo pais que acabam por extrapolar o seu papel e até impedem os filhos de crescerem. Acredito na autonomia vigiada e não “realizada” por eles.  Ter compromissos paternos não impede de os filhos terem seus compromissos escolares e esportivos paralelos. Ter horários de trabalho não impede de os filhos terem seus horários de estudo. Os pais podem monitorar à distância e se fazerem presentes em reuniões, apresentações, campeonatos, etc. 
Outro alerta importante é estarmos atentos se, como pais, não estamos nos realizando naquilo em que matriculamos nossos filhos. Muitas vezes, vamos conduzindo as crianças para atividades que sempre desejamos realizar e não tivemos oportunidade ou capacidade. Vejo crianças cansadas de certas atividades extras, mas que não ousam pedir para parar, para não decepcionarem os pais, porém estão sofridas e desgastadas por isso.
Novamente o desejo pessoal sobrepondo-se à necessidade ou vontade da cria. Estar atentos à leitura de nossas ações é muito importante. O que estou fazendo, de verdade, é por acreditar que é necessário ou para realizar um sonho interno? O que é ser pai presente? As minhas ações são por amor ou terão um preço? Se há um preço, eu, como pai, sinto essa conta pesada ou passarei o “boleto” para o meu filho pagar (mesmo que ele não tenha feito o pedido)?
Como pais, precisamos pensar sobre as nossas concessões. Até que ponto não faço algo muito mais pelo título de bom pai, receoso do fracasso, ou pelo desenvolvimento dos filhos?  Os filhos realmente precisam da nossa presença 24h ou necessitam de espaço para se relacionar e conviver? Consigo conhecer meu filho pela leitura dos profissionais que convivem com ele ou tenho que ter meu olhar projetado o tempo todo e só o meu parecer revela quem ele é?
Acredito que o mundo tem gerado constantes exemplos de como devemos ser hábeis na criação de nossos filhos, mas o maior exemplo ainda é o que ocorre dentro de nosso lar: respeito, afeto, valores e princípios exercidos no seio familiar.  Não é evitando contato sem vigilância que fará seu filho se desprender dos ensinamentos, pelo contrário, é dando oportunidade de ele estar em variados locais que ele exercerá o que aprende com os pais.
Pais produtivos promovem exemplo para os filhos. Pais produtivos gerarão filhos produtivos também. Pais cuidadosos gerarão filhos cuidadosos. Pais presentes permitirão que seus filhos desejem a presença nos momentos importantes. Esteja presente fisicamente nos momentos importantes. Essa presença é suficiente. Nos demais momentos permita que a sua presença esteja internalizada pelos ensinamentos em seu filho.


“Papai, eu não quero ser homem”




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Fabíola Sperandio Teixeira
Pedagoga – Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Especialista em Gestão e Organização em Centros Educacionais
Mestre em Educação

          Eustáquio é um pai que divide as tarefas com a sua esposa Efigênia. E uma de suas tarefas é buscar Eugênio na escola. Ao encontrar pai, o garotinho de 9 anos vem correndo e abraça as suas pernas. Com os olhos marejados, ele logo diz: “Papai, eu não quero ser homem”.
         Eustáquio não estava entendendo o que estava acontecendo. Ficou em silêncio até a entrada do carro. O silêncio dele foi interrompido com a frase repetida por mais 2 vezes. Eustáquio criou coragem e perguntou: “Por que você não quer ser homem, Eugênio? “
         Eugênio começa a narrar que a diretora da escola entrou na sala de aula e foi explicar que eles estão crescendo e que isso chamava adolescência. Entre tantas coisas ditas, ela fala das mudanças físicas e emocionais, focando em aspectos negativos dessa fase até virar um homem.  Eugênio se desesperou.
         Eustáquio não conseguia entender o porquê desta atitude da escola. Não conseguia dar uma palavra ao filho, apenas o ouvia. E, à medida que o escutava, se enchia de revolta pela escola.
         Chegando em casa, Eustáquio chama a sua esposa e conta o corrido. Efigênia fica em choque ao ver o desespero do filho e as consequências de uma intervenção carregada de falhas. Efigênia resolve me ligar. Começa a ligação com a voz trêmula, em uma mistura de revolta e sentimento de impotência. Narrou tudo, em detalhes, sobre os medos e aprendizados do filho.
         Após a acolhida, orientei Efigênia sobre como ela e Eustáquio deveriam proceder:

1º Sentem-se, o casal, com o filho de tal forma que os olhares possam estar na mesma altura. Olhem-se de forma amorosa.

2º Escutem tudo o que ele tem a contar, sem interrompê-lo. Deixe-o esvaziar seus medos e angústias.

3º Comecem a contar sobre as alegrias que vocês, pais, tiveram quando tinham a mesma idade. Contem sobre como lidaram com a mudança corporal e as emoções.

4º Embora chateados com a conduta da profissional da escola, não foquem nela. Não desautorizem a escola. Digam apenas que a diretora contou parte da fase e reelaborem as falas dela. Exemplo do que ela falou e forma de falar melhorada.

Diretora: “A menina, para virar mulher, sangra no meio das pernas. ”
Pais: “Filho, a menina vai crescendo e o corpinho dela vai se preparando para torna-la mocinha e depois, mulher. Há um órgão que é exclusivamente feminino, chamado útero. Ele é responsável pela vida! Ele que guarda os bebês. O sangue é sinal que o corpo já está se cuidando para que, no futuro, ela possa ser mamãe. É lindo isso!”

Diretora: “ O menino vai enchendo de pelo, a voz fica engraçada, porque cada hora, está de um jeito (fina ou grossa) e o pênis de cada um fica de um tamanho.
Pais: “Sobre os meninos, meu filho, os pelos vão chegando devagar. Assim, como a mudança da voz. Essa é a magia do crescimento, mostrando que ele está saudável. O pênis se desenvolve sim, porém o tamanho nunca foi importante. Tudo em nosso corpo é proporcional, e a nossa beleza está exatamente em sermos únicos. Cada um com o seu jeito.

5º Após a conversa, perguntem como ele está. Procurem saber se compreendeu melhor essa transição.

6º No final de tudo, proponha uma atividade em família. Algo que cada um possa fazer e o resultado final tenha a união de todos (organizar um jantar, um jogo, um filme)

         Efigênia ficou mais tranquila. Desligou e foi realizar as sugestões. Fiquei na torcida. No outro dia, pude perceber que a família havia se acalmado e tudo tinha dado certo. Sugeri que fossem até a escola e dividissem o ocorrido. Uma forma de contribuição para que pudessem verificar como estavam as outras crianças e repensassem a estratégia de abordagem.    Cabe à escola os ensinamentos científicos, mas a didática é primordial.



“Eu sei que tenho 6 anos, mas eu tenho doença de

 ansiedade”




Fabíola Sperandio Teixeira
Pedagoga – Psicopedagoga
Terapeuta de Família e Casais
Especialista em Gestão e Organização em Centros Educacionais.
Mestre em Educação


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        Olhei para essa linda criança de cabelos cacheados, com um laço de fita bem exuberante e de um olhar com tanta meiguice trazendo uma “condenação” em sua fala: “Eu tenho doença de ansiedade”.
        Pedi para que ela me falasse mais sobre a sua “doença” e ela falou com tanta rapidez que até pedia o fôlego: “Eu sofro dessa doença, Tia Fabíola, acho que desde que nasci. Eu não aguento esperar nada. Se é dia de viajar, a mamãe nem me conta porque senão eu nem durmo.  Se minha amiga diz que vai lá em casa, eu ando a casa sem parar até ela chegar. Se está perto do Natal, eu fico nervosa para saber se vou ganhar o que pedi ao Papai Noel. “
        Ela ainda acredita em Papai Noel, tem a bela pureza da magia, porém, ao mesmo tempo, traz um conteúdo tão presente em nossa vida de adultos da modernidade. O que está acontecendo com as nossas crianças?
        Palavras como depressão, ansiedade, pânico tÊm saído da boquinha delas com muita facilidade. Será que estamos sendo adultos descuidados conversando sobre essas doenças psicoemocionais com as nossas crianças, nomeando-as e rotulando? E como ajudar uma criança que se vê com os sintomas e percebe que isso está prejudicando sua rotina?
        Primeiramente, acolhendo e entendendo o que ela pensa e sente. Deixá-la falar sobre é muito importante para conhecê-la. Depois, mostrar caminhos de superação para que alivie os sintomas e desapareça esse rótulo. Ela precisa se libertar daquilo que a faz sentir-se mal.
        Quebrar a rotina também é importante. Experimentar fazer as coisas de outra forma ou em outra sequência, fará com que ela lide com suas expectativas internas e com a sua acomodação, que gera uma falsa segurança.
        Inseri-la em atividades físicas coletivas é um excelente recurso. Ela terá que lidar com as suas demandas internas e com os demais também. Desenvolverá o autorrespeito e o respeito ao próximo.
        Fazê-la dar uma parada nas atividades quando perceber que ela está excedendo os limites também ajudará muito. Gerará uma oportunidade de diálogo, orientando novas formas de resolver a situação sem desgaste de energia e emocional.
        Valorizar mais as qualidades e as vitórias gerará segurança. A segurança trará maior autoestima. Isso é essencial.
        Outro ponto essencial é permitir que a criança desabafe. Permitir falar sobre, chorar, ficar quieta, entender a frustração. FRUSTRAÇÃO!! Precisamos ensinar nossas crianças a lidarem com frustrações, mas este é um outro tema que em breve tratarei aqui.